sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
carnaval de Odeáxere*escrevo Ode e não Odi, porque sou teimosa nestas coisas. Ode deriva do árabe ued e significa rio. Até há alguns anos, a ribeira de Odeáxere tinha muita água, tanta que em certas alturas do ano só uma pessoa era capaz de a atravessar. Quando alguém precisava de alguma coisa da outra margem iam chamar uma tia avó minha, que era a única que se atrevia a entrar na corrente brava. Segundo o que o meu pai conta eram muitas as pessoas que iam ver a proeza da travessia que fazia no seu carro de bestas "nem os homens tinham coragem de se meter por ali fora". Não querendo desvalorizar a sua coragem, mas os pobres dos animais deviam ser bastante valentes, não é qualquer animal que se deixa guiar com água acima do dorso.
domingo, 10 de fevereiro de 2013
era uma vez...*por vezes tenho receio de me estar a divertir mais do que os participantes das oficinas. Adoro ver as folhas brancas a ficarem preenchidas com histórias, as que eles querem contar e as que nós vemos. A tarde de ontem foi muito bem passada, na sala de actividades da biblioteca de Silves (com uma vista bonita e uma luz incrível). Gostei muito dos resultados quer das crianças, quer dos adultos que as acompanharam.
Cada vez mais acredito no poder do desenho para tornar as pessoas mais felizes. Acredito que todos podem desenhar e muito bem! A minha ideia de desenho bonito e bem feito não é o desenho realista, é aquele que consegue mostrar o que se viu, o que se sentiu, o que se imaginou, o que se quer contar.
Na minha opinião todos temos essa capacidade, só que uns desenvolvem-na e outros deixam de a usar. Tenho muita pena que nas escolas se esteja a cortar cada vez mais nas disciplinas de desenho, música, artes e ofícios, filosofia, língua portuguesa e estrangeira. Já se nota a dificuldade de expressão e compreensão das pessoas, mas daqui a uns anos será mais evidente. Ontem, mesmo os participantes mais tímidos, conseguiram mostrar e explicar mais do que alguns jovens de vinte e poucos anos. Ouvir e ler o que dizem e escrevem alguns recém licenciados é arrepiante.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
OFICINA
Era uma vez...
Atelier para famílias, idade mínima 5 anos
Biblioteca Municipal de Silves, dia 9 de Fevereiro, sábado, às 15.30h
A inscrição pode ser feita através:
do telefone: 282 442 112
ou por mail: biblioteca@cm-silves.pt
Horário de Funcionamento da Biblioteca:
3ª a 6ª feira – 10.00h – 19.30h
2ª e sábado – 14.30h – 19.30h
Encerra: domingos e feriados
Era uma vez...
Atelier para famílias, idade mínima 5 anos
Biblioteca Municipal de Silves, dia 9 de Fevereiro, sábado, às 15.30h
A inscrição pode ser feita através:
do telefone: 282 442 112
ou por mail: biblioteca@cm-silves.pt
Horário de Funcionamento da Biblioteca:
3ª a 6ª feira – 10.00h – 19.30h
2ª e sábado – 14.30h – 19.30h
Encerra: domingos e feriados
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
roupa* faz hoje um ano que não compro qualquer artigo de vestuário. É possível que ao longo da minha vida já o tenha feito, até durante mais tempo, mas nunca de forma intencional. Já há alguns anos que tudo aquilo que não uso, e não estou a falar só de roupa, ofereço ou vendo. Não gosto de ter só por ter e prefiro ter espaço do que acumular. Depois de ler um artigo sobre a percentagem de roupa que se tem em casa e que não se usa, não me recordo qual era a média, mas era um número elevado, pensei "realmente há coisas que tenho que raramente uso, mas não é possível que seja tanto". Como sei que temos a tendência a achar que não fazemos os mesmos disparates que os outros abri o roupeiro e analisei-o com atenção. Posso dizer que fiquei bastante envergonhada, porque até um vestido com a etiqueta do preço encontrei.
Durante este tempo não senti qualquer necessidade de comprar o que quer que fosse, mas também não passei a usar tudo. Continuo a vestir sempre o mesmo, por isso chegou a hora de decidir: ou passo a vestir tudo o que tenho ou ofereço-o. É ridículo ter as coisas guardadas.
Durante este tempo não senti qualquer necessidade de comprar o que quer que fosse, mas também não passei a usar tudo. Continuo a vestir sempre o mesmo, por isso chegou a hora de decidir: ou passo a vestir tudo o que tenho ou ofereço-o. É ridículo ter as coisas guardadas.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
La double vie de Véronique*de Krzysztof Kieslowski. A primeira vez que ouvi falar deste filme foi, há uns anos, no Teatro Lethes, em Faro, num encontro sobre cinema, organizado pelo Cineclube. Na altura mostraram esta cena, da qual não gostei particularmente, mas mesmo assim ficou na minha lista mental de filmes a ver. Só ontem tive a oportunidade de o fazer (mais uma vez graças a um encontro feliz na biblioteca) e descobri que tenho um problema... os filmes que mais gosto ou são comédias (mas daquelas a sério, não o género leve e agradávelzinho), ou dramas tremendos, ou uma conjugação perfeita das duas coisas, de que A vida é Bela, é um excelente exemplo. Bem, A dupla vida de Véronique é um drama invulgar porque despe as personagens de grandes qualidades e de grandes defeitos, mostrando antes o que sentem, para que se perceba o que são, e neste ponto, mas só aqui, achei-o semelhante a Shame de Steve McQueen. Uma das minhas cenas preferidas é esta.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
esquissos*há uns dias estava a fazer um esquisso de uma planta imaginada, e às tantas pensei, mas onde é que já vi isto? Não me acontece muitas vezes, mas faz com que fique com a sensação frustrante de que estou a copiar o trabalho de alguém. Há pouco a rever o esquisso, comecei a ter novas ideias e a alterar, mas depois lembrei-me. O nosso cérebro é uma máquina extraordinária, as alterações que estava a fazer, não eram novas ideias, elas sim, eram uma cópia involuntária de um desenho que um grande amigo fez há uns 10 anos. Nas últimas semanas tenho pensado bastante nele, talvez por isso a máquina pensadora tenha ido buscar esta imagem particular. Agora apetecia-me estar com ele para ter uma daquelas conversas loucas em que por regra acabávamos com dores de barriga de tanto rir. Mas tanto ele, como outros companheiros dessas conversas estão migrados ou em processo de migração... caramba a debandada está a custar-me como nunca.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
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| A noite estrelada, Vincent Van Gogh |
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
sábado, 12 de janeiro de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
"ler pode tornar o homem perigosamente humano"
Guiomar de Grammon
Os meus irmãos e eu adoramos ler, mas nunca fomos incentivados a ler uma página, os livros eram uma raridade em casa. Para tentar perceber o porquê da minha paixão pela leitura e pelo objecto livro estive a fazer uma viagem pelas minhas memórias.
O meu primeiro contacto com a leitura foi mau, a minha mãe foi chamada à escola para conversar com a professora: " Estou muito preocupada com a Ana, é a única que não lê, já estão todos mais avançados do que ela." A minha mãe diz com muito orgulho que foi ela quem me ensinou a ler e que aprendi numa semana (não tenho provas, mas acho que o que eu tinha era vergonha de ler alto).
Nas minhas primeiras visitas à velhinha Caloust Gulbenkian, que havia no centro da cidade, fui acompanhada pela minha irmã. A minha timidez absurda impedia-me de ir à biblioteca sozinha, na realidade impedia-me de fazer uma série de coisas simples, como pedir um livro específico ao qual não conseguia chegar. Mas a saída da minha irmã de casa, para estudar, e a possibilidade de vir a receber um postal da biblioteca devido a atraso de entrega dos livros, lá me empurraram e comecei a ir sozinha. Portanto aos 12 anos a paixão pela leitura já era muito forte, pelo menos maior do que o terror que sentia por ter que falar com a funcionária da biblioteca. Quando digo terror não estou a exagerar, as minhas mãos tremiam, o coração batia loucamente, sentia uma espécie de náusea durante todo o caminho, ao longo do qual ia treinando mentalmente o que tinha que dizer... para no fim gaguejar baixinho boa tarde e obrigada. Não consigo perceber este medo.
Talvez o maior incentivo para ler tenha vindo das minhas grandes amigas de infância, todas elas grandes leitoras. Talvez nos tenhamos influenciado umas às outras. Lembro-me da rapidez com que elas devoravam os livros, nunca lhes consegui acompanhar o ritmo, ainda hoje me considero uma leitora lenta, o prazer em ler, esse, tem vindo sempre a aumentar.
O meu primeiro contacto com a leitura foi mau, a minha mãe foi chamada à escola para conversar com a professora: " Estou muito preocupada com a Ana, é a única que não lê, já estão todos mais avançados do que ela." A minha mãe diz com muito orgulho que foi ela quem me ensinou a ler e que aprendi numa semana (não tenho provas, mas acho que o que eu tinha era vergonha de ler alto).
Nas minhas primeiras visitas à velhinha Caloust Gulbenkian, que havia no centro da cidade, fui acompanhada pela minha irmã. A minha timidez absurda impedia-me de ir à biblioteca sozinha, na realidade impedia-me de fazer uma série de coisas simples, como pedir um livro específico ao qual não conseguia chegar. Mas a saída da minha irmã de casa, para estudar, e a possibilidade de vir a receber um postal da biblioteca devido a atraso de entrega dos livros, lá me empurraram e comecei a ir sozinha. Portanto aos 12 anos a paixão pela leitura já era muito forte, pelo menos maior do que o terror que sentia por ter que falar com a funcionária da biblioteca. Quando digo terror não estou a exagerar, as minhas mãos tremiam, o coração batia loucamente, sentia uma espécie de náusea durante todo o caminho, ao longo do qual ia treinando mentalmente o que tinha que dizer... para no fim gaguejar baixinho boa tarde e obrigada. Não consigo perceber este medo.
Talvez o maior incentivo para ler tenha vindo das minhas grandes amigas de infância, todas elas grandes leitoras. Talvez nos tenhamos influenciado umas às outras. Lembro-me da rapidez com que elas devoravam os livros, nunca lhes consegui acompanhar o ritmo, ainda hoje me considero uma leitora lenta, o prazer em ler, esse, tem vindo sempre a aumentar.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
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| Shame, Steve McQueen, 2011 |
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| Midnight in Paris, Woody Allen, 2011 |
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| De-Lovely, Irwin Winkler, 2004 |
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| Manuale d'amore, Giovanni Veronesi, 2005 |
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| Les émotifs anonymes, Jean-Pierre Améris, 2010 |
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| Le syndrome du Titanic, Nicolas Hulot e Jean-Albert Lièvre, 2009 |
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| La nostra vita, Daniele Luchetti, 2010 |
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| Albert Nobs, Rodrigo García, 2011 |
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| The Artist, Michel Hazanavicius, 2011 |
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