domingo, 6 de setembro de 2015

pano de pintura* tenho já uma pequena colecção de panos pintalgados, acho que ficam tão bonitos e contam tantas histórias que não consigo desfazer-me deles. Um dia terei uma ideia para os transformar em algo novo.

sábado, 5 de setembro de 2015


musicar e chinelar* as 12 horas por dia que tenho passado na exposição, poderiam ser aborrecidas, mas não são. Há sempre música, seja a sair do leitor de cds (que vintage que sou) ou vinda da rua. E há visitas que marcam, noutro dia falarei disso com mais detalhe. Por hoje vou falar da minha querida amiga A. que me visitou ontem e que me ofereceu dois pares de havaianas perfeitas para quando estou em modo ama de animais.

Hoje não vou estar na galeria, mas já está aberta à espera de visitantes e de música.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

bigodes de alfazema* para saber mais sobre o que são estes bigodes podem ver aqui ou aqui.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015


vazio* todas as exposições começam com o vazio, a temível página em branco, as telas sem nada e paredes despidas. O antigo Posto de Turismo de Lagos já não está vazio.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Bigodes de Alfazema*

exposição colectiva de Amélia Paiva e Ana Luís Vieira
até dia 30 de Setembro
       3 de Outubro
das 10.00h às 22.00h
Galeria Municipal de Lagos


terça-feira, 1 de setembro de 2015

exposição* 
acto ou efeito de expor; conjunto de objectos que se oferecem à vista do público em determinado lugar; situação de um edifício em relação aos pontos cardeais; narração; explicação; modo de dizer ou explicar; em fotografia, representa o produto da iluminação pelo tempo

in Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora

1. acto de expor ou de se expor
2. lugar onde se expõe um conjunto de objectos ao público
3. conjunto dos objectos à vista do público
4. apresentação de produtos ou serviços para venda ou divulgação = mostra
5. posição ou situação de um objecto, imóvel ou local relativamente aos pontos cardeais = orientação
6. maneira como um objecto, um imóvel ou um local recebe a luz solar
7. apresentação de um assunto ou de um trabalho
8. maneira de contar ou de explicar alguma coisa = narração, narrativa
9. (fotografia) período de tempo durante o qual se expõe à luz uma chapa fotográfica, película de papel sensível
10. (música) parte de uma fuga ou de uma obra em forma de sonata, na qual o tema ou os temas são enunciados
11. acto de abandonar uma criança num lugar público

in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa




segunda-feira, 31 de agosto de 2015

para onde vão os guarda-chuvas* de Afonso Cruz é um livro muito bonito. Mesmo muito, muito bonito. O adjectivo bonito pode parecer pequeno e banal, mas talvez ajude a perceber quão bonito é este livro se disser outras coisas que considero igualmente bonitas.

Pessoas a rir, sobretudo as minhas sobrinhas.
Quando ao entardecer, as sombras ficam tão compridas, que tudo é alto.
Benjamin Clementine a cantar.
As mãos das pessoas quando estão a fazer as coisas de que gostam.
As mãos de Benjamin Clementine.
Abraços.
Sorrisos que surgem em resultado de uma memória.
O som de uma orquestra, enquanto os músicos afinam os instrumentos.
O momento, em que ainda no palco, os actores deixam de ser a personagem.

No fim é como se todas as coisas bonitas do mundo desaparecessem, e parece que desaparecem, cada vez que sobrevivemos a mais alguém.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

livro* reunião de cadernos, manuscritos ou impressos, cosidos ordenadamente, formando um volume encadernado ou brochado; obra literária ou científica, em prosa ou verso; divisão de uma obra; tudo o que instrui como um livro.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Gone With the Wind, 1939
The Sound of Music, 1965
Enchanted, 2007

















































cortinas e vestidos*a necessidade aguça o engenho e três personagens de Hollywood transformam cortinados em roupa. Scarlett O'Hara, pega nuns reposteiros empoeirados e faz o famoso green velvet dress, que ainda hoje dá que falar (ver aqui). Maria usa os cortinados que foram retirados do seu quarto para serem substituídos, e faz roupas para as crianças brincarem. Do pouco que sei da verdadeira história dos Von Trap, este episódio pode ter acontecido, não porque as crianças não tivessem roupa para brincar, mas por não terem roupa para vestir, o verdadeiro capitão Von Trap perdeu toda a sua fortuna. Giselle, que veio do mundo encantado apenas com um vestido, tem que se desenrascar e corta os cortinados de casa do seu anfitrião.

Não consegui terminar o desafio, mas foi por pouco. A quinta peça está quase terminada. Quanto ao relatório ainda não consegui acabar de ler.
No entanto estou satisfeita com o que fiz, especialmente por ter usado apenas coisas que tinha em casa só não cheguei ao ponto de cortar nenhum cortinado.

segunda-feira, 29 de junho de 2015



3* de três calças que já não me serviam, fiz uma saia, uns calções e estou a terminar de fazer umas jardineiras. Os calções e as jardineiras vão ser muito, muito úteis, porque passo muito tempo no campo, e preciso de peças fortes, que sejam confortáveis e não muito quentes. Na saia usei um tecido japonês fantástico que comprei há uns anos na FATACIL, a fotografia, nem por sombras consegue mostrar como é bonito.

quinta-feira, 25 de junho de 2015



trabalho em curso*

terça-feira, 23 de junho de 2015

?, anos 70
fotografia de Martin Shoeller, 2010
Clint Eastwood* ser cool depende pouco do que se veste e não se perde.

domingo, 21 de junho de 2015

fotografia de Arthur Rothstein, 1936



fotografia de Dorothea Lange, 1939
fotografia de Russel Lee, 1939

fotografia de Alfred Eisenstaedt, 1942

fotografia de Alfred Eisenstaedt, 1942
tempos difíceis* todas as fotografias foram tiradas nos Estados Unidos durante o terrível dust bowl.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

catálogo, ?
catálogo, 1918
catálogo, ?
overall* roupa de trabalho.

quarta-feira, 17 de junho de 2015


ganga*

segunda-feira, 15 de junho de 2015



bonecas kokeshi*o mundo estava próximo de um dos seus muitos finais anunciados, a minha amiga e flatmate E. foi a uma loja Benetton e trouxe para casa este catálogo Primavera/Verão 1999. Adorei-o. Uns tempos depois, quando estávamos a empacotar tudo para mais uma mudança, ela ia deitá-lo fora e perguntei se podia ficar com ele. Está comigo desde então.
Oliviero Toscani foi até Tóquio fotografar os adolescentes extravagantes do bairro Omote Sando. Sempre que vejo estas fotografias descubro qualquer coisa em que ainda não tinha reparado e penso que estou perante um dos maiores generation gap de sempre. Imagino as avós deste pessoal, sobreviventes da segunda Grande Guerra, a dizer o equivalente japonês de "este mundo está perdido". Nas fotografias acima temos Yamada Natsuki, Tanaka Satoko, Maekawa Yoshiko, Moriyama Haruna, Yanamanaka Hitomi, Terauchi Ai e Hosonuma Kuniko. Uma das célebres frases de Coco Chanel é la mode se démode, le style jamais, estas miúdas estão agora na casa dos trinta quase quarenta e gostava muito de saber como se vestem...

sábado, 13 de junho de 2015



bolinhas* este tecido estava à venda num monte de retalhos com defeitos, peguei-lhe e no meu cérebro formou-se a palavra - perfeito. Agora tenho um vestido comprido e leve.

terça-feira, 9 de junho de 2015



o valor que a roupa não tem, nem nos dá*
gosto muito desta campanha criada por Theresa Wlokka e Frida Regeheim para a associação Terre de Femmes.

Nestes cartazes gosto em particular da expressão asking for it - uma mulher,  especialmente se estiver sozinha num bar, na rua, num café, no cinema, num concerto, está a pedi-las, mesmo que tenha uma burca vestida.

domingo, 7 de junho de 2015



kimono* há duas semanas, estava a passar a ferro o quimono do meu primo, que tinha treino no dia seguinte, e observei-o com atenção. Estava muito bem feito e era muito bonito.
Agora tenho um para mim, mas ao contrário do outro, este é suave, leve e esvoaçante (e com muitos defeitosinhos). Estou muito vaidosa com os pormenores em cetim vermelho, quase invisíveis. Estou pronta para aprender um kata.

sexta-feira, 5 de junho de 2015




ponto a ponto*

terça-feira, 2 de junho de 2015




comprar roupa*  as lojas de roupa aborrecem-me, pior só mesmo um centro comercial.
Desde o início de 2012 até agora estas foram as peças que comprei: uma blusa e umas calças, em 2013 e umas luvas no final de 2014. A frase não tenho nada para vestir, nunca foi proferida, até porque seria mentira, nunca a ouvi em que fosse verdadeira.

O fabrico de tecidos e de vestuário está entre as indústrias mais poluentes. Segundo dados do Danish Fashion Institute (DAFI) de 2013, a indústria da moda é a segunda mais poluente, a primeira é a de captura e transformação de petróleo. 25% dos químicos produzidos actualmente são utilizados na indústria têxtil o que faz com que esta seja, a seguir à agricultura, a que mais polui água potável.
Isto deve-se ao processo de fabrico, mas também a todo o desperdício a ele associado. Para além disso muitas fábricas empregam menores de idade e a maioria dos trabalhadores são explorados (ordenados baixos, horários excessivos e más condições de segurança). A mão de obra barata é a maior garantia de preços baixos. A moda descartável é sinónimo de exploração.

Este mês o desafio é fazer cinco peças de roupa de verão e terminar de ler este relatório.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

vestir* cobrir com roupa; ajudar alguém a vestir-se; fornecer roupa a ; cobrir; revestir; adornar; usar como traje; calçar; forrar; proteger; resguardar; tapetar; adoptar; dar realce a; trajar; cobrir-se com roupa; preparar-se; comprar roupa para seu uso; revestir-se; encobrir-se; disfarçar-se; impregnar-se (do latim vestire)