sexta-feira, 8 de setembro de 2023

semana número 36*

Li:

The Gayer-Anderson Cat de Neal Spencer - que a minha irmã me trouxe do British Museum, é um pequeno livro com aquilo que se sabe desta belíssima peça que está em exposição no museu. Não se sabe onde foi encontrada, tanto pode ter sido num templo, como num cemitério de gatos/dádiva, como num sepulcro de alguém. Não se sabe em que período foi esculpida, nem se o propósito foi conter uma múmia de gato ou não, pode ter sido feita oca para esse propósito ou simplesmente para poupar metal. Mas o que se sabe é como chegou a Bayer-Anderson e daí ao museu. 

Vi:

Life (Vida Inteligente) - um pormenor que nada tem que ver com a qualidade do filme: gosto quando actores conhecidos interpretam personagens secundárias que são as primeiras a morrer. Gostei mais deste do que do Interstellar. Achei os efeitos especiais excelentes em ambos. Não simpatizo nada com MacConaughey, tenho uma lista de actores, com os quais não vou à bola, nem ao mercado, nem à praia... não consigo, no meu cérebro os alarmes começam todos a tocar ao mesmo tempo "ALERTA, ALERTA MÁ PESSOA", se calhar são adoráveis e gostam de lagartixas e de passarinhos. Para além disso a ideia de pronto estragamos este planeta, vamos lá procurar outro para destruir, o que importa é salvar a espécie humana, porque é de uma qualidade superior e vale a pena preservar a todo o custo - não consigo. Um piloto que se tornou agricultor e que há anos não toca numa nave é colocado de imediato ao comando de uma... tanta coisa... deixa dois filhos, mas só a filha é que interessa, quando regressa, nem sequer pergunta se o filho ainda é vivo... mais de duas horas de filme a engonhar e menos de uma a tentar resolver uma trapalhada. (Isto era o que deveria ter escrito a semana passada, fiquei a remoer e agora saiu em supetão). Regressando ao Life, agradou-me, que as personagens tivessem alguma consciência, apesar do estranho entusiasmo a lidar com um tipo de vida desconhecido, de que as coisas poderiam correr muito mal, e quando tudo se começou a desmoronar o objectivo principal foi tentar proteger o planeta Terra. Gostei do desespero do fim. 

Por falar de fins, há umas semanas vi um filme sobre o qual me esqueci de escrever: Home Sweet Hell (Lar Não Tão Doce Lar) - é um filme de que me esqueceria facilmente não fosse um momento de génio. Não me recordo de alguma vez ter visto o uso tão inteligente do som para contar o fim de uma história, mesmo no fim do filme, deixa de se ver imagem, começam a passar os créditos e ouve-se o que acontece - adorei.

Proxima (O Espaço Entre Nós) de Alice Winocour - gostei de como mostraram a relação mãe/filha. Achei muito interessante o facto da filha ser bilingue e, numa ocasião em que estava particularmente chateada com a mãe usar a língua materna do pai. Achei que a pressão colocada pelo colega de missão, interpretado por Matt Dillon (este é outro com quem não vou à praia), não foi bem explorada, percebo o que foi pretendido, mas achei que poderia ter sido mais do que só umas bocas foleiras, claro que não é necessário chegar à violência de um GI Jane, mas compreendo que a subtileza de que o machismo é capaz não é fácil de traduzir para filme. 

Fiz mais oito estrelas e comecei a costurar os blocos uns aos outros.



sexta-feira, 1 de setembro de 2023

semana número 35*

Vi:

C'est quoi cette famille?! (Mas que Família é esta?!) de Gabriel Julien-Laferrière - sete crianças andam de casa em casa, devido aos vários divórcios dos pais. Decidem que já chega - querem viver todas juntas na mesma casa e fazem um calendário de pares de pais que devem cuidar delas ao longo da semana. Achei uma excelente ideia. Ao ver isto lembrei-me de um miúdo que conheci há uns anos, vivia com nove irmãs, sendo que algumas eram meias irmãs da parte do pai, outras meias irmãs da parte da mãe e outras filhas de ambos. Do que me contou percebi que ele gostava muito de ter uma família tão grande e que gostava muito das irmãs. Algum tempo depois soube que os pais se divorciaram, não sei como se organizaram, mas lembro-me de ter pensado como era injusto para os miúdos terem que se separar.

Interstellar - éc, esperava bem melhor.

Costurei mais sete estrelas, quatro delas são blocos mais simples, no centro têm apenas um quadrado. Já tenho uma constelação jeitosa, mas ainda quero fazer mais.



sexta-feira, 25 de agosto de 2023

semana número 34*

Li:

Terminei de ler Deception de Philip Roth - este livro é construído apenas por diálogos, um escritor chamado Philip (talvez a primeira ilusão) conversa com as suas amantes, com o seu amigo casado com uma das suas amantes, com a sua mulher. A mentira é uma constante ao longo do livro, mente ao amigo, mente à mulher, as amantes mentem, todos mentem. Só depois de o terminar é que percebi algumas das conversas. 

A Minha Primeira História de Portugal - comprei este livro há uns anos, por causa do ilustrador, mas só agora é o que o li na totalidade, é um vómito de propaganda nacionalista e colonialista, só faltou dizer que Salazar foi o máximo, aliás quase que o fizeram. Numa obra de 1982, com actualização de 1996, esperava algo melhor. Gostei de quase todas as ilustrações, mas a capa é péssima.

Lillias Fraser de Hélia Correia - há frases muito boas, a ideia não é má. Ao longo da leitura pensei várias vezes, como é que isto vai acabar? O fim foi decepcionante e precipitado. 

Vi:

Munich: The Edge of the War (Munique à Beira da Guerra) - é interessante, mas quando a realidade e a ficção se mistura, acaba por ser estranho...

Poltergeister - gostei como a família e a casa foram apresentadas. Apesar de não ter sido realizado por Spielberg, parece. As escadas para o piso superior da casa foi o que achei de mais assustador. 

A Hidden Life (Uma Vida Escondida) - Terrence Malick tem esta capacidade de mostrar paisagens deslumbrantes, planos lindíssimos enquanto as pessoas vão sofrendo e muito. 
Um assimilado numa das suas tentativas de convencer Franz a jurar lealdade a Hitler diz: "a consciência é uma coisa perigosa transforma as pessoas em cobardes". É particularmente perturbador que alguém que vivia no meio de montanhas, numa vida comunitária bem estabelecida, em que a maioria das pessoas eram agricultoras, uma  pequena povoação austríaca, intocada pela guerra, excepto no que diz respeito à mobilização militar, tivesse discursos de ódio contra refugiados e estrangeiros e dissesse que os os homens são enviados para a guerra para defenderem a sua terra (quando na realidade iriam juntar-se ao exército agressor e invasor).

Uma pequena curiosidade: o actor August Diehl em Uma Vida Escondida é um objector de consciência austríaco e em Munique à Beira da Guerra é um nazi alemão assustador. Achei-o mais convincente como personagem assustadora.

Algumas provas do Campeonato Mundial de Atletismo, fico sempre maravilhada com o que os atletas  são capazes de fazer. Adoro quando ficam contentes com os seus resultados.

Costurei mais uma estrela e cortei mais uns tecidos. 


sexta-feira, 18 de agosto de 2023

semana número 33*

Revi:

The Pianista (O Pianista) - é muito bom ver este tipo de coisa com adolescentes, faz-nos ver como o passar do tempo nos faz habituar à crueldade. Não sei como foi possível, mas acomodei-me à ideia de que as pessoas podem ser assim tão terríveis. Não era a surpresa dela que me deveria surpreender mas a ausência da minha. 

Vi:

Enemy at the Gates (Inimigo às Portas) - a minha cena preferida: quando correm a porta da carruagem  do comboio e se vê a reacção dos soldados que lá estão dentro. Não é mostrado o que está a acontecer, os soldados recuam e são forçados a sair e avançar, só depois se vê a então Estalinegrado. 

Jojo Rabbit -  gostei, há cenas hilariantes. Estava a estranhar a fixação com os sapatos usados por Scarlet Johansson, mas não tardou a perceber porquê.

HHhH (O Homem do Coração de Ferro) - achei muito bem construído. Fui ler mais sobre o assunto, porque aquela traição pareceu-me tão absurda... mas infelizmente aconteceu mesmo, a voz popular diz que foi por dinheiro, mas alguns historiadores dizem que foi por medo que destruíssem/assassinassem mais uma vila inteira.

Suite Française (Suite Francesa) - quando se fala na segunda Grande Guerra, as denúncias são uma constante especialmente em países ocupados. O seu motor era o medo, a fome? Havia algum tipo de recompensa para quem denunciava? Neste filme a denúncia que destrói a aparente e frágil tranquilidade que se vivia, era uma verdade embrulhada numa mentira, como muitas o foram na realidade. Não houve recompensa, mas uma espécie de castigo a quem denunciou, sendo que outros sofreram muito, mas muito mais por causa do orgulho da denunciante.

Behind the Line: Escape to Dunkirk - posso dizer que foi o pior filme de guerra que já vi, e depois de chegar a esta conclusão questionei-me porquê. As imagens são boas, os cenários não são maus, o guarda-roupa parece-me bem, os actores não são brilhantes, nem sequer grande coisa, mas acho que o que estragou mesmo o filme foi: a péssima escolha de música e onde foi colocada e os diálogos, muito mal escritos. Depois há um pormenor homens, prisioneiros em más condições o mínimo que lhes acontecia, nem vou para a má nutrição, doenças, frio, sujidade, o mínimo era que lhes crescessem as barbas.

De slag om de Shelde (The Forgotten Battle) - gostei. A grande diferença entre filmes de guerra feitos  pela máquina de Hollywood e feitos noutros lugares é que o medo é muito mais mostrado. As personagens não são máquinas onde só cabe valentia, honra, coragem ou vilania. O medo, o terror, as lágrimas, a desorientação, o choque são muito mais credíveis do que acabar de se matar alguém, ver morrer dezenas de pessoas, sobreviver a bombardeamentos e  de seguida comportarem-se como se fosse só mais uma terça-feira.

The Last Days (Os Últimos Dias) - Documentário sobre sobreviventes húngaros do Holocausto. É desolador. É interessante ouvir as memórias que as pessoas decidem/conseguem partilhar.
Aquelas pessoas são admiráveis, sobreviveram ao terror, perderam as suas famílias, refizeram as suas vidas do nada e mesmo assim consegue ver-se alegria no seu discurso.
Já o médico alemão que também é entrevistado usa expressões de uma frieza desumana. Não compreendo como este homem não foi condenado.

Depois desta dose exagerada de segunda Guerra Mundial estou a vomitar nazis... Não é fácil compreender que alguém nos anos 30 considerasse a ideologia nazi boa ideia, mas é muito mais difícil compreender os movimentos neo-nazis.

Vi ainda Painkiller - uma amiga aconselhou-me esta minisérie. Sabia que era uma medicação muito perigosa e que muitas pessoas se tinham tornado dependentes, mas estava muito longe da realidade. A frustração de quem luta contra o poder e a ganância...

Costurei mais um pouco, terminei a almofada/cama da F. (acho que foi aprovada por sua alteza felina) e mais umas estrelas.


sexta-feira, 11 de agosto de 2023

semana número 32*


Li:

O Rosto de Valter Hugo Mãe, com ilustrações de Isabel Lhano.

Revi:

Gothika de Mathieu Kassovitz - não sei porquê, mas de vez em quando vejo este filme, vi-o pela primeira vez numa sala de cinema vazia. Aconteceu-me algumas vezes, porque gosto de ir ao cinema sozinha e de tarde, com alguma culpa por se estar a gastar energia apenas para mim, mas ao mesmo tempo é uma experiência muito interessante. Talvez por isso o veja, para tentar recriar aquela tarde. Tem algumas coisas de que gosto muito.

Vi:

Pride and Prejudice and Zombies (Orgulho e Preconceito e Guerra) - é péssimo, mas mesmo assim não é a pior adaptação de Jane Austen para cinema ou televisão. O que acharia a autora disto? Depois do choque de ver imagens a ser projectadas talvez ficasse aterrorizada por ver mortos vivos ou pior por ver tantas pessoas a falarem umas com as outras sem serem apresentadas previamente.

Costurei mais duas estrelas, o mesmo tipo, mas com métodos diferentes.

Mais uma partida de Tac (desta vez com alguma violência verbal, porque o meu irmão é... especial), de Party e uma espécie de Trivial, só falta jogar às cartas para fazer o pleno de férias de Verão.



sábado, 5 de agosto de 2023

semana número 31*

Li: 

O rapaz que não se tinha quieto de Rita Taborda Duarte, com ilustrações de Ana Ventura.

Os meus amores chegaram, e logo na primeira noite jogámos TAC, duas partidas uma mais curta e outra mais longa, pelo meio observamos a lua. A felicidade é isto.

Terminei de costurar os quadrados todos. Fiz um bloco em forma de estrela, uma das muitas variantes de estrelas que existem.


sexta-feira, 28 de julho de 2023

semana número 30*

Li:
Primeira Pessoa de Pedro Mexia, gosto muito de crónicas, e gosto de Pedro Mexia, depois de ler este livro percebi que simpatizo muito mais com o de 50 anos do que com o de 30. 

Vi:

Pocahontas da Disney - nunca o tinha visto, só partes. Pocahontas é a mais bela princesa da Disney, mas o filme é poucochinho. Tenho problemas com personagens que falam com árvores (sendo que a Floribela mesmo assim continua a ser pior que isto). Os sidekicks, apesar de girosestão tão deslocados do resto. Ai, eu nem queria ir por aqui, mas tem que ser, uma moça aparentemente saudável (tirando o facto de falar com árvores) apaixonar-se em dois segundos pelo deslavado John Smith (até o nome) é tão credível como o facto de aprender a língua de quem se apaixonou, mais depressa do que a paixão fulminante.

Killers (Kiss and Kill - Beijos e Balas) - em que género se pode arrumar este filme? No clássico "vamos ao cinema môr? Sim, mas só se formos ver um filme romântico, ah mas o que eu queria mesmo era um de acção". Uma espécie de True Lies (A Verdade da Mentira) até partilham o "Já mataste alguém? Sim mas eram todos maus", sendo que este é pior. Tem pequenos momentos giros, gosto que os vizinhos e amigos irritantes sejam mais interessantes do que isso.
Ando a ver demasiados filmes maus para tentar não ser uma snobe do cinema, mas prefiro os que selecciono na base do preconceito.

Uma entrevista com Miguel Gonçalves Mendes, simpatizo muito com ele, adoro o entusiasmo como fala do seu trabalho e da vida.

Como só tenho cerca de 379 coisas iniciadas, esta semana comecei mais uma.



sábado, 22 de julho de 2023

semana número 29*

Li:

Os Anagramas de Varsóvia de Richard Zilmer - é o primeiro livro que leio deste autor. Há coisas de que gostei muito. Lê-se num sopro, tal como quem me emprestou e recomendou me disse. Será a vingança uma forma de fazer o luto? Será que sobreviver é uma forma de rebeldia? Estava à espera de uma razão melhor para justificar os crimes, mas há alguma justificação boa para tais crimes? 

Vi: 

Costumo ver os vídeos de Jonna Jinton, gosto muito, este último tem um momento que compreendo muito bem, onde ela fala na ansiedade que tem ao falar ao telefone, posso não chorar antes ou depois de fazer telefonemas, mas chego a passar dias de tormento até conseguir ligar para certos números.

Terminei de ver Dead to Me - gostei mesmo muito. Gostei das reviravoltas, do humor, das personagens. Há uma em particular que me fez rir à gargalhada - Shandy Adams (acho que o apelido não será por acaso) interpretada por Adora Soleil Bricher.

After the Wedding, de 2019 (Um Passado em Segredo) - remake americano de um filme dinamarquês de 2006, que ainda não vi, mas desconfio que será melhor. Mentiras e egoísmos, o pior tipo de egoísmos que alteram a vida dos outros. A necessidade de controlar, de decidir, de uma mulher que usa outra porque sabe que é capaz de se sacrificar.

The Nun (A Freira Maldita) - sei agora que, tal como filmes de tubarões, há uma grande série de filmes de freiras aterradoras (ou que o pretendem ser). Este é uma sequela de outro que ainda não vi. Não é bom, mas tem coisas giras como o padre ser enterrado vivo, mas depois até isso é destruído com a descoberta de livros que ajudam a lutar o mal. Então o mal quer auto-destruir-se? 

Vi parte de um programa sobre comportamento animal onde se falou de sinaptogénese, seria tão bom conseguir aprender a fortalecer as ligações de neurónios que nos fazem sentir bem.

segunda-feira, 17 de julho de 2023

semana número 28*

(uma semana e mais uns dias)

Li:

O Sono de Haruki Murakami - foi a primeira vez que li um livro deste autor e gostei. As ilustrações de Kat Menschik são muito interessantes. Imagino que traduzir japonês para português não seja o trabalho mais fácil do mundo, mas mesmo assim não pude deixar de pensar que o uso de certas expressões, que considero muito portuguesas, é esquisito. 

Vi:

A sexta temporada de Black Mirror, gosto muito desta série. Os episódios das últimas temporadas têm sido menos bons porque mais previsíveis, mas mesmo assim gosto muito dos seus ambientes e personagens.

Escape Room Tounament of Champions (Sem Saída) - é piorzito que o primeiro, que já não foi assim grande coisa, mas é giro ver os diferentes cenários criados.

A Hologram for the King (Negócio das Arábias) - é um filme estranho. Não tenho como saber, mas imagino que as pessoas que vivem na Arábia Saudita, estrangeiros incluídos, não serão assim tão descontraídos a fugir às regras.

Comecei a ver a série Dead to Me - estou a gostar muito. Os episódios são pequenos e os cliffhangers uma constante logo é praticamente impossível ver um episódio apenas. Quando vejo séries cómicas americanas como esta penso sempre, como é possível que as comédias americanas no cinema sejam maioritariamente tão más? Imagino que os senhores de gravata que comandam a indústria cinematográfica continuam a achar que o público é imbecil.

Esta semana comi pela primeira vez falafel, gostei. Também pela primeira vez joguei TAC e adorei,  divertimo-nos imenso. No dia seguinte lá tivemos que nos despedir na estação de comboio...

Há trinta anos comprei dois pijamas de verão, há trinta anos que os uso, o algodão de que são feitos é de tão boa qualidade que ainda estão impecáveis, a única coisa que se "avariou" foram os elásticos dos calções, esta semana coloquei uns novos e venham mais uns anitos.

sábado, 8 de julho de 2023

semana número 27*

Li:

Os Pobres, de Raul Brandão - podia chamar-se os miseráveis ou a miséria, o que achei melhor foram as partes sobre as prostitutas e a prostituição, não teve problema em falar de prostitutas que eram ainda crianças, coisa de que se fala pouco.

Revi:

Raiders of the Lost Ark (Os Salteadores da Arca perdida) - é interessante que me lembrava de praticamente tudo. O choque ao ver Alfred Molina novito a fazer um papel tão... mau.

Indiana Jones and the Temple of Doom (Indiana Jones e o Templo Perdido) - Há sempre umas referências giras, Obi Wan hehe. Para além da cena do coração, recordava-me de pouco mais.

Indiana Jones an the Last Crusade (Indiana Jones e a Grande Cruzada) - lembrava-me muito pouco deste,  e quando o vi pela primeira vez duvido que soubesse quem era River Phoenix. Gostei da forma como foi explicado o medo/aversão a cobras, como começou a usar o chicote, a quem roubou o seu estilo de roupa, como se aproveitaram da cicatriz que Harrison Ford tem no queixo.

Vi:

Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull (Indiana Jones e o Reino da Caveira de cristal) - acho que de todos, este foi o que menos gostei.

A "evolução" das personagens femininas - no primeiro uma mulher que aguenta muito bem a bebida... no segundo uma goldigger histérica, no terceiro uma nazi muito bela (que parece não ter nada contra a ideologia, mas a quem a queima de livros perturba), no quarto uma vilã super maléfica e um casamento no final... 

As sombras, muito Spielberg gosta das suas sombras.

O que há de engraçado nestas colaborações entre Steven Spielberg e George Lucas, é que parece que dois miúdos se juntaram a mais outros miúdos e decidiram fazer filmes com tudo o que mais gostavam.

Família:

A chegada de um comboio com um dos meus amores foi algo extremamente emocionante, é tão bom ver crianças a crescer e a transformar-se em adultos independentes.

sexta-feira, 30 de junho de 2023

semana número 26*

Quando as temperaturas são dadas a extremismos, tiram-me o sono. Nem chegámos aos 40º e o meu corpo implora por temperaturas mais civilizadas. 

Há que ver o lado positivo, como o calor me faz sentir tão mal, sinto-me mesmo fisicamente mal, agarrei-me aos livros que tinha trazido da biblioteca e fui para outros lugares. Vantagens de ser uma florzinha de estufa fria - as noites crescem.

Li:

Dias Úteis, de Patrícia Portela - mais um pequeno livro de pequenos contos. O sentimento ao ler foi o mesmo que tenho com certos sonhos/pesadelos.

O Escravo, de José Evaristo D'Almeida - daria uma excelente ópera, um vilão mau, um herói bom - o escravo, uma heroína bela, uma escrava devota, uma bruxa com sede de vingança e a descoberta de ligações familiares a roçar o incesto. Dito assim parece anedótico e os seus diálogos tornam-no anedótico, pelo menos aos meus olhos de século XXI, mas na verdade temos aqui um romance de meados do século XIX, escrito sobre e em Cabo Verde, por um homem de quem se sabe pouco, apenas que nasceu em Portugal, que viveu décadas no dito arquipélago e acabou por morrer na Guiné- Bissau. O autor tem uma mente progressista, apesar da sua escrita ultra-romântica. Há um claro amor a Cabo Verde e aos seus habitantes e a descrição do batuque tem algo de moderno... gostei de o ler.

Campo de Sangue, de Dulce Maria Cardoso - personagens sempre muito, muito interessantes e  desenvolvimentos surpreendentes. Gostei muito.

Vi: 

Escape Room - gostei de algumas coisas. Achei os cenários e a ideia de sobrevivência interessantes. Gostei da actriz Taylor Russel.

Antebellum ( Escolhida) - Gostei. Não há como negar, gosto mesmo de histórias sobre fugas ou tentativas de libertação. Neste caso tem a vantagem de ser ainda mais profundo do que isso.

sexta-feira, 23 de junho de 2023

semana número 25*

Tentei terminar de ler, estive perto, A Imaginação de Jean-Paul Satre, mas acho que o meu nível será mais Psicologia/Filosofia para totós... O livro é pequeno e estava tão empolgada quando o comecei a ler, mas depressa se revelou demasiada areia... É uma análise crítica de como a imagem é entendida por diversos autores, ao que parece nenhum chegou a uma conclusão certa. Há frases em latim e grego, sem tradução e as referências não são muito contextualizadas, portanto é uma obra para quem percebe da coisa. Talvez consiga encontrar algo do género, mas mais ao meu nível... Mesmo assim tenho questões: 1. Como é que todos estes pensadores explicam a imaginação para pessoas que nunca viram, ou ainda mais complicado para quem não vê, nem ouve? 2. Como se aplicam, ou poderão ser aplicadas todas estas teorias à Inteligência Artificial?

Vi:

- GhostBusters (Caça-Fantasmas) de 2016 - Tenho pena que com actrizes com tanta experiência em comédia o filme não seja melhor, a escrita é pobrezita. As actrizes foram raptadas do SNL. 

A melhor piada do filme foi mais uma referência ao filme Tubarão:

Erin Gilbert (Kristen Wiig) - Please don't be like the mayor on Jaws!

Mayor Bradley (Andy Garcia) - oh uh uh Ne Never compare me with the Jaws Mayor, NEVER!

É giro ver um monte de referências e os actores dos filmes originais aparecerem aqui e ali. O facto de  objectificarem Kevin (Chris Hemsworth) e o tornarem a pessoa mais imbecil do universo é suposto ser uma vingança a todas as actrizes muito bonitas que tiveram que interpretar as personagens mais imbecis do universo? 

- Sanctuary of Fear (Padre Brown, Detective) - um filme de 1979, não é grande coisa, mas as calças, as saias maxi e uma blusa usadas pela actriz Kay Lenz são muito bonitas. Sempre gostei das calças dos anos 70. É interessante como quase todos os actores do filme falam ainda como nos filmes dos anos 40/50, comparando com o filme do mesmo ano, Kramer vs Kramer, em que Merryl Streep e Dustin Hoffman já falam como pessoas. Um actor por muito bom que seja não pode transformar um mau texto, num bom texto, mas sem dúvida que consegue fazer com que pareça melhor. Já um mau actor faz um texto que não é grande coisa cair no desfiladeiro da mediocridade.

- O documentário Motherhood in the World of Ballet - interessante, tirando a óbvia dificuldade de retomar um trabalho físico tão exigente, após uma gravidez, parece-me que as ansiedades e dúvidas serão comuns às de outras mães que têm empregos. As náuseas que me dá ver como são tratadas as mulheres, que decidem ser mães, nos Estados Unidos... Se não fosse a grande doutrinação que as crianças recebem, desde cedo, de que vivem no melhor país do mundo, não sei se não haveria um maior êxodo de Norte Americanos para outros países.

- Adrift (À Deriva) de 2018 - não é um bom filme, mas tem coisas bem feitas.

Terminei as saias tutu, fiz cinco, todas diferentes e só com coisas que tinha no meu ninho de materiais, sim guardo coisas estranhas, mas acabo por fazer alguma coisa com elas (não as mostro, por enquanto , porque são para oferecer). Agora estou a pensar fazer uns convites para um chá...

sexta-feira, 16 de junho de 2023

semana número 24 *

Revi Back to the Future (Regresso ao Futuro) partes I, II e III, estive sempre com um sorriso na cara, envelheceram bem, mesmo que em 2015 não tenhamos tido carros voadores. Ora há mais de trinta anos houve muito que me escapou certamente, duvido que soubesse o que era roupa interior Clavin Klein, quem era Clint Eastwood, entre muitas outras coisas. A cena mais cómica de todas? Em 2015, no cinema, está em exibição o filme Jaws 19, em letras mais pequenas está escrito - This time is really really personal e o realizador é Max Spielberg (esta só agora é que poderia entender). São filmes divertidos com pormenores engraçados.

Vi Marie Antoinette - Ballet moderno que passou na RTP2, achei quase tudo bonito.

As saias tutu estão quase, quase.



sexta-feira, 9 de junho de 2023

semana número 23*

Vi: 

Wonder Woman 1984 (Mulher Maravilha 1984) - não gostei, foi o primeiro que vi deste género, por isso não sei se os outros são assim tão fraquinhos. O que achei mais giro foi a Diana em pequenita.

Im Westen nichts Neus (A Oeste Nada de Novo) - muito bem feito e em termos de som quase como há muito desejo que se faça num filme de guerra, quase. O que quero é um filme sem música. Nada contra soldados a cantar, pelo contrário isso faz, ou, pelo menos fez, parte da guerra, (e neste caso é uma das formas em que se mostra a diferença de moral na marcha para a guerra, na estadia agradabilíssima nas trincheiras, depois no quase armistício e no fim de tudo. O que não gosto, sobretudo nos filmes americanos, é das músicas escolhidas e onde são usadas. Neste filme optaram por um som electrónico dramático que funciona muito bem. Há sequências extraordinariamente bem feitas, como as fardas dos soldados mortos a serem lavadas, remendadas e preparadas para a carne para canhão seguinte. A cena mais dura é a que se passa na cratera enlameada em que Paul e o soldado francês se encontram. A imagem da raposa com as crias fez-me lembrar a natureza noutro grande filme de guerra - The Thin Red Line (A Barreira Invisível).

Safer at Home (#FicaEmCasa) - o conceito não era mau, mas o filme é bastante. 

Avancei pouco nas saias tutu, esta não foi uma semana boa.

sexta-feira, 2 de junho de 2023

semana número 22*

No sábado de manhã fui à biblioteca entregar uns livros e requisitar outros, quando vinha a caminho de casa encontrei o meu velho amigo M., sempre que estou com ele relembro-me de que há pessoas com as quais me sinto normal e sem ter aquela vontade enorme de fugir e esconder-me numa gruta.

Vi:

A Simple Favor (Um Pequeno Favor) - gostei de algumas coisas, tem uns segundos de uma música de Zaz de que gosto muito, aliás tem mais algumas músicas francesas giras. Será que há mesmo pessoas que se sentem super atraídas por badboys (no caso bad girls)? 

Dois episódios da nova temporada da série Vera, adoro as paisagens rurais.

Mais uns episódios sobre ceramistas portugueses, gostei muito.

No ano passado desmontei os sofás velhotes da sala, guardei tudo o que estava em boas condições - madeiras, esponjas, tecidos. Já usei quase tudo, chegou a vez da esponja. Com uma parte vou fazer os colchões da cama da ervilha, já os cortei toscamente e os restos cortei em pedaços para fazer enchimento. Com esse enchimento comecei a fazer uma uma almofada/cama para a F.

Quando estava a escolher tecidos para fazer os colchões "saltaram-me" uns restos de tule para as mãos e fui obrigada a fazer o que me veio à cabeça. Tenho duas saias tutu iniciadas, uma terminada e outras já desenhadas (um grande desvio à minha lista de afazeres, se calhar tenho que me rebelar mais vezes às listas).

Quase todas as quintas feiras a minha irmã e eu somos vítimas de um boicote desavergonhado, temos um plano de combate, a ver se resulta...



sexta-feira, 26 de maio de 2023

semana número 21*

Li:

Karen, de Ana Teresa Pereira - a sensação ao ler Karen foi a mesma de quando vejo filmes de Hitchcok, gostei. Quando as personagens e cenários são anglófonos, mas escritos por uma autor português, parece-me estar a ler uma tradução, não sei, algo parece fora do sítio.

Entre os Lençóis (Between the Sheets), de Ian McEwan - um pequeno livro de contos. Este autor sabe bem como a estranheza produz curiosidade e como isso capta o leitor. 

Vi:

All the Money in the World (Todo o Dinheiro do Mundo) - nunca entenderei o "quanto mais tenho mais quero" de que tantas pessoas padecem.

Eggshell - uma curta metragem sobre violência. Simples e bem feito.

The Pale Blue Eye (Os Olhos de Allan Poe) - gostei de quase tudo. O ambiente está muito bem feito. Só no fim é que me lembrei de onde conhecia o actor que interpretou Poe.

Baby J de John Mulaney - ri, mas sempre com um fundo de tristeza, nem por um momento me esqueci  da realidade do que estava a falar - "a dependência é uma besta que dá cabo do desejo". O final é particularmente engraçado e triste, como o cérebro fica em papa com o uso de drogas.

Há dias em que Laura Marling e Lisa Hannigan têm que andar por aqui. "Lá estás tu a ouvir essas músicas deprimentes". Só acho bonito, não acho triste, gosto especialmente quando são só viola (ou outros instrumentos no caso de Hannigan) e voz.

No Domingo fui passear com a minha mana ao longo da antiga margem da barragem da Bravura. Estava mesmo a precisar daquele silêncio, foi um excelente início de manhã, no entanto foi desolador ver o nível de água tão baixo, ainda o verão não chegou, e é sempre tão longo... Passadas umas horas trovoada e chuva forte, melhor só se a chuva tivesse continuado por uns dias. Hectares e hectares de eucaliptos e pinheiros onde raramente se vê uma azinheira ou um sobreiro, uma tristeza e um crime.



sábado, 20 de maio de 2023

semana número 20*

Terminei de ler O Livro da Selva (The Jungle Book) de Rudyard Kipling. Fiquei surpreendida, por vários motivos:
- Não sabia que era um livro de contos
- Os três primeiros são sobre Mowgli, os outros não
- O meu preferido foi A Foca Branca
- Não gostei muito do livro
- Apesar de pequeno, demorei muito a terminar e pensei mesmo em abandonar a sua leitura.

Vi:

Down on a Dark Hall (Corredor Assombrado) - Fraco, a ideia não era má, mas não me ocorre nada para elogiar.

Jaws 3D (Tubarão 3D) - mas sem óculos 3D - muito mau
Jaws The Revenge (Tubarão IV A Vingança) - péssimo

Já sem ser da saga Tubarão, mas com tubarões - Shark Bait (Perigo em Alto Mar) - o que dizer? Muito mau. A personagem principal é uma pessoa normal que acha que roubar duas motas jet ski é uma péssima ideia, ainda mais num país estrangeiro, e quando todos, menos ela, passaram a noite a beber, mas mesmo assim deixou convencer-se pelos seus excelentes amigos... Agora que sou uma especialista em filmes com tubarões, nos últimos tempos vi seis, posso dizer que é tradição as personagens serem estúpidas e os tubarões não estão com fome de comer, mas de assassinar. Talvez detestem a estupidez e a queiram exterminar à dentada.

Está a passar uma série documental na RTP2 excelente - Terra Histórias da Cerâmica. Vi dois episódios e adorei. Cada episódio fala de dois ceramistas e do seu trabalho, e fiquei tão feliz de rever Catarina Nunes, que tive o prazer de conhecer há uns anos, quando viveu em Lagos. Gosto muito do seu trabalho e ela é uma simpatia com quem dá gosto conversar.

Lixei as cadeiras que encontrei há umas semanas ao pé de contentores do lixo, no dia seguinte alguns dos meus músculos queixaram-se e relembraram-me que já não tenho vinte anos.

No sábado fui à biblioteca buscar mais uns livritos e ouvir mais umas opiniões e gostei muito.

sexta-feira, 12 de maio de 2023

semana número 19*

Li: Léxico Familiar de Natalia Ginzburgo, é o primeiro livro que leio desta escritora, portanto não tenho como saber se a sua escrita costuma ser assim tão desapaixonada, ou se o é aqui porque fala da sua família e de acontecimentos reais e não pretendeu ou não conseguiu fazê-lo de outra forma. Repete muito os mesmo tipo de conversas e confrontos e manias e características dos seus familiares mas quando chega a acontecimentos que mudaram drasticamente o rumo da sua vida, refere os mesmos em breves frases secas.
Na capa do livro estava um quadro que achei muito bonito, de Felice Casorati (amigo da autora), não conhecia este pintor e fui pesquisar, gostei muito. O pai de Natalia detestava os seus quadros, mas o pai de Natalia não gostava praticamente de nada nem de ninguém.

Vi:
Jaws (Tubarão) - pa ram, PA RAM, PA RAM

Pela primeiríssima vez, incrível como há clássicos (com quase 50 anos acho que posso classificar como clássico) que nos escapam , pelo menos à geração a que pertenço, com acesso muito limitado, até certa altura, a determinados filmes. Ou porque só tínhamos dois canais, ou porque passavam pouco na televisão, ou demasiado tarde. Gosto especialmente da estupidez das personagens, é imensa e abundante. A disputa "a minha cicatriz é maior que a tua", é uma anedota repetida em tantos filmes e séries, será que foi aqui que teve a sua origem? Tive vontade de fazer uma maratona Steven Spielberg por ordem cronológica. 

Jaws 2 - já sem Spielberg como realizador. É interessante, que apesar do primeiro não ser grande filme, consegue ter algo mais interessante, este é muito mais entediante, mas a estupidez continua em força. Os anos que passaram entre os dois filmes, trouxeram uma melhoria de tecnologia, mas isso pouco importa porque a história é mal contada. Os diferentes tipos de reacção a uma situação horrível, são sempre interessantes de ver. Uma rapariga em pânico é descrita como histérica, um miúdo paralisado pelo medo como parvo. Uma heroína que ajuda e salva o miúdo, rapidamente esquecida.

The Count of Monte-Cristo (A Vingança de Monte Cristo) de 1975 - Não é bom, o de 2002 é bastante melhor, ainda não li o livro e fiquei com vontade de o ler. Também ainda não vi a versão de 1998 e fiquei curiosa.

Wild Things (Ligações Selvagens) - péssimo. Ando a ver muitos filmes maus, quando ando a procurar o que há disponível parece que tudo o que gosto muito já vi e repeti, na tentativa de ver algo novo calham-me camafeus.

Há uns dias estava a passar uma vista de olhos pelos canais, em busca de qualquer coisa e num canal desportivo estava a decorrer uma partida Netball, nunca tinha ouvido falar. É tão estranho, tem um cesto semelhante ao de basquetebol, mas sem tabela. Cada equipa tem sete jogadores e o ritmo é lento. Comentei com a minha irmã que parecia um jogo criado para miúdas de um colégio de freiras interno. Pois as jogadoras vestem uns vestidos/calção muito femininos e quase não há contacto físico, nem grandes correrias que isso não é coisa para meninas de bem.
 
Raja, de Felice Casorati

sábado, 6 de maio de 2023

semana número 18*

Listas, sucessões de listas, de afazeres, e agora semana após semana também aqui pareço estar a escrever  uma lista do que fiz no tempo livre que tenho muito aprisionada.

Fiz uma lista para o mês de Maio umas coisas simples e outras mais complexas para fazer. Fiquei muito satisfeita com a lista, mas logo o meu cérebro tratou de me passar a perna e tropecei numa meada de pensamentos que... é muito cansativo isto de querer e tentar e tentar e tentar... Não me importo de viver  ilha o problema é ser península.

A semana correu sem grandes solavancos, já consegui riscar algumas coisas da lista. A cama da ervilha está em modo parado.

Vi:

Loved (Os excessos do Amor), Run  (Corre!) e Don't Breath 2 (Nem Respires 2)

Há uma linha comum nestes três filmes, as personagens têm uma ideia muito distorcida de amor. As definições de amor são sempre positivas e o mais simples que se pode dizer é que aqueles que amamos são aqueles a quem queremos bem. Simples, sem Pantones cinza. A equação Agressor + Agredido = Amor é repetida nos três filmes. No primeiro numa atmosfera poética que revolta o estômago, e em todos esta coisa de justificar o abuso com o trauma sofrido.

Gone (12 horas para viver) - comecei a ver com a sensação de que já o tinha visto e já tinha. Não é grande coisa.

The Bye Bye Man (O Nome do Medo) - O filme é péssimo, acho que em grande parte porque os actores não são bons. Mas a ideia base é bastante boa, dizer o nome do mal como invocação do mesmo e a necessidade de cometer atrocidades para não perpetuar o sofrimento e proteger os outros.

Visita Guiada - desta vez sobre O Sanatório de Sant'Ana, muito, muito interessante.

A final do Campeonato Mundial de Snooker, foi muito emocionante e impressionante. A capacidade de reagir de superar, ou quase. No fim, o alívio do vencedor e a aceitação comovida do segundo classificado. Gostei muito.

domingo, 30 de abril de 2023

semana número 17*
(com algum atraso)

Li: Mar seco, gelado, quente são 21 de repente de Jorge Listopad, com ilustrações de Henrique Cayatte, contos minis, com algumas ideias giras. 

Vi: 

O Desaparecimento de Sidney Hall - gostei, mas com as tentativas de surpreender o público, tem algumas falhas desnecessárias. 

Guillermo Del Toro's Pinocchio Handcarved Cinema - interessante, tenho pena de que não tenham mostrado mais. As diferentes escalas com que trabalharam, foi o que mais me surpreendeu.

Snooker - Vi as três sessões dos quartos-de-final entre O'Sullivan e Brecel e partes da semifinal entre Selby e Allen. Agora já só falta a final... 

Visita Guiada - sempre gostei deste programa, numa semana estamos a ver as casas de uma divisão da Mina de São Domingos onde viviam dez pessoas, e noutra o palacete de férias, em Sintra, de um banqueiro e da sua mulher.

No Domingo fui à biblioteca, atrasei-me, tentei dar indicações a um casal perdido, mas sem sucesso, o que eles precisavam era de um telefone para falar com quem os ia receber e não tenho, quer dizer, agora tenho, mas está desligado e guardado. Foi sempre um objecto com que não tive uma boa relação. Um aparelho para falar à distância em qualquer lugar, ou em quase, é sem dúvida uma invenção excelente e útil, mas a nível pessoal é uma máquinazinha de tortura. Não é fácil explicar, mas falar é um verbo mesmo muito difícil para mim.

Almoço de família na segunda feira, barulho, muito, que há quatro pessoas com problemas auditivos, duas delas falam aos gritos, para se conseguirem ouvir a si próprias e os outros gritam para ser entendidos. Desde 2019 que não estávamos todos juntos.

Na quinta-feira trouxe para casa as cadeiras mais giras que já encontrei ao pé do lixo, eram seis, mas trouxe só duas, as outras ficaram para outra pessoa. Já lhes tirei os assentos, que era a única coisa que tinham estragada. (Acho que tenho um fraquinho por cadeiras). 



sexta-feira, 21 de abril de 2023

semana número 16*

Li: 
Cartografias de Lugares Mal Situados (10 Contos da Guerra) de Ana Margarida de Carvalho, gostei muito, gosto muito de contos.

Vi:

L!fe Happens (A Vida Acontece) - tem momentos em que parece que vai num bom caminho, mas é só aparência. Muitas caricaturas e pouco carácter. Este tipo de filmes escritos por homens fazem mulheres frágeis que precisam de um homem que cuide delas, escritos por mulheres, fazem mulheres que não acreditam em relacionamentos, mas que têm que acabar com homens que as ensinam a gostar...

Don't Breath (Nem Respires), de 2016 - gostei. Tenho tendência a gostar de filmes em que as personagens tentam escapar de uma "prisão".

Parte do Campeonato do Mundo se Snooker, tal como patinagem artística ou ginástica artística, ténis de mesa ou algumas provas de atletismo, são desportos que gosto de ver. Este é daqueles em que o género não importa,  e não só, pode ser-se baixo, alto, gordo, magro, mais velho, mais novo, uma vez que em jogo estão as capacidades de concentração, de estratégia, de controlo, espero que nos próximos anos, quando as atletas tiverem mais experiência comecem a participar em finais deste género.

Houve um incidente com manifestantes ecologistas, a acção foi simples, perturbar e chamar a atenção.  Foi apenas uma ocasião em que é mais fácil fazer este tipo de coisa, onde a segurança não é tão apertada, e onde há alguma visibilidade. Compreendo porque os activistas continuam a fazer este tipo de manifestações, mas questiono-me se há algum efeito positivo. 





sexta-feira, 14 de abril de 2023

semana número 15*

Esta semana enveredei pela fantasia.

Li: 
O Grande Livro das Princesas, com textos de Joan e Albert Vinyoli e ilustrações de Sara Ruano. Algumas ilustrações têm pormenores muito interessantes, mas muito mal escrito. Cada estória parece o resultado de um jogo de telefone estragado. Não percebo porque não foram contadas como deve ser. Sim, são na maioria, muito conhecidas, mas não é por isso que devem ser contadas de qualquer maneira.

Vi:

Os quatro filmes The Hunger Games (Os Jogos da Fome) - Até que enfim uma heroína humana e sem super poderes e que tem medo, muito medo, afinal não é isso que torna tudo mais heróico? Katniss Everdeen tem traumas, e a cada filme mais traumatizada fica. Percebe-se como vai sendo usada de formas diferentes e por quase toda a gente, também ela o percebe o que gera o grande conflito: aquilo que estou a fazer é bom, ou só estou a piorar as coisas? 

Para além de Jennifer Lawrence que representa muito bem Everdeen, saliento Stanley Tucci, que é excelente em tudo o que faz. 

Paradise Hills (Raparigas Rebeldes de Paradise Hills) - quando aquilo que se acha mais interessante num filme são as mangas de um vestido e um corpete que parece uma camisa de forças, é sinal que o filme não é grande coisa.

Pinocchio, de Guillermo del Toro e Mark Gustafson - tão bonito e com pormenores tão bem feitos. Acho a técnica stop motion tão fascinante. Precisamente por estar tudo tão incrivelmente bem feito não consigo perceber porque razão decidiram fazer um Geppetto tão velho no início do filme. 

Cunk On Earth (O Nosso Mundo, Segundo Philomena Cunk) - Adorei, já não me ria assim há imenso tempo. Gosto sobretudo de que, no meio das suas observações e questões absurdas, surjam ocasionalmente  opiniões tão acertadas. Espero que sejam feitas mais temporadas, acho que ainda há muito para explorar.

Esta semana não avancei nada com a cama da Princesa da Ervilha, mas aqui ficam as fotografias de quando fiz a escada.





sexta-feira, 7 de abril de 2023

semana número 14*

Li: 
Americanah de Chimamanda Ngozi Adichie, mais uma vez difícil de pousar (para uma próxima vez já sei que livros desta senhora é melhor começar numa sexta-feira, porque não os consigo largar até terminar), gostei mais de A Cor do Hibisco, mas este também é bom. O livro não é sobre isto, mas fiquei a pensar que a forma como a personagem principal, uma mulher bonita, inteligente e atraente se relaciona com homens é estranha, assume que eles têm o papel de a adorar e magoa-os muito. Talvez esteja a ser muito dura com Ifemelu, mas em todos os seus relacionamentos sérios foi assim que a interpretei. 
Ifemelu sentiu-se negra pela primeira vez nos Estados Unidos, numa entrevista, Trevor Noah disse precisamente a mesma coisa, e ele viveu os seus primeiros anos no Apartheid e a adolescência numa África do Sul a tentar reformar-se. A minha amiga E. vive na Califórnia há alguns anos e das primeiras impressões que me transmitiu foi de que há uma obsessão dos americanos pela raça, de etiquetar as pessoas.

Vi: (esta semana não me senti muito bem, por isso tentei animar-me com uma overdose de filmes)

The Father (O Pai) - com Anthony Hopkins e Olivia Colman - gostei muito.

I See You (À Espreita do Mal) - gostei, mais um classificado como de terror, mas é um drama/mistério.

Agatha and the Truth of Murder (Agatha e a Verdade do Crime) - entretem, uma criação do que Agatha Cristhie teria feito de facto quando desapareceu em 1926.

A Nice Girl Like You (Uma Boa Menina Como Tu) - é bastante mauzito, uma jovem mulher com problemas de intimidade, ao terminar o namoro, o namorado diz que ela é demasiado inibida dizendo que é pornografiafóbica. É bastante absurdo que intimidade e sexo continue a ser confundido como sendo o mesmo. Este tipo de filme é mesmo uma desilusão a retratar mulheres, homens e relacionamentos. Valeu pelo belo sorriso de Leonidas Gulaptis.

The Guernsey Literary and Potato Pie Society (A Sociedade Literária da Tarde de Casca de Batata) - Finalmente a prova de que um filme com a estrutura passada a papel químico de qualquer filme de Hallmark, pode ser giro, apesar de ser igual a dezenas e dezenas de filmes péssimos. Basta colocar um cenário de pós-guerra muito bem feito, bons actores que não parecem manequins com cirurgias plásticas e voilà já não é péssimo, não é excelente, mas depois de se ver não parece que perdemos células cerebrais essenciais para continuar a viver.
A estrutura: mulher bem sucedida com um noivo podre de rico, sente-se perdida, vai para uma zona rural isolada onde se encontra. Torna-se instantaneamente amiga intima de uma série de pessoas que adoram o homem mais maravilhoso do mundo e em poucos dias ela e ele apaixonam-se, não lhe diz que está noiva e o noivo aparece para vermos a desilusão nos olhos do homem mais maravilhoso do Universo. Ela regressa para a cidade grande onde vive, percebe que não pode casar com o noivo. Ela e o homem mais maravilhoso de todas as galáxias reencontram-se, casam-se e vivem felizes para sempre.  Tudo muito casto e simples. (A única coisa que acontece em todos os outros e não aqui - odiarem-se quando se conhecem).

The Shallows (Águas Perigosas) - éc, mauzito, mas gostei das soluções McGyverianas.

The Curse of La Llorona (A Maldição da Mulher que chora) - péssima maquilhagem da personagem fantasmagórica, quase adormeci, e vi durante o dia. Mas tem algumas cenas boas. Engraçado que dias depois vi no Público uma referência a um filme La Llorona, também de 2019, será que se baseia na mesma lenda?

The Prodigy (O Prodígio) - gostei de algumas coisas. Fim aberto para uma continuação?

Um episódio da série de Visita Guiada da RTP2, sobre a casa de Veva de Lima - gostei muito. 

Fiz:

Dois folares que não saíram nada bem... 

Estou a fazer uma cama da Princesa da Ervilha, foi começada em 2021, e estou determinada em acabar nas próximas semanas. A ideia é usar apenas materiais que já foram outra coisa, e tenho tanta coisa no meu ninho de esquilo, que acho que consigo. E vou tentar não usar pregos ou parafusos. Este torneado está quase pronto: