sexta-feira, 27 de outubro de 2023

semana número 43*

Li:

Terminei de ler Nervo Ótico de Maria Gaínza - gostei, cada capítulo envolve um quadro ou determinado pintor e uma história da família ou amigos da autora, escreve muito bem. 

Li Rousseau de Cornelia Stabenow (daqueles pequenos da Taschen) - uma espécie de leitura em cadeia, devido ao livro anterior quis saber mais sobre este pintor. Gostei, acho que vou ter que encontrar uma biografia deste senhor.

Esta semana choveu muito, tive o prazer de andar à chuva, as temperaturas desceram, a F. voltou a usar-me como se fosse o seu saco de água quente (durante os meses de verão, não quer colos), fui à biblioteca ouvir uma conversa muito interessante com Dulce Maria Cardoso e Afonso Reis Cabral, coordenada pela jornalista Fernanda Almeida -  Diálogos ao Sul com o tema Literatura e Exclusão e fui  com a minha mana ao LAC para ver uma exposição e de seguida fomos almoçar.

Terminei todos os doodles, decidi terminar com alguma antecedência, porque preciso de arrumar a minha mesa de trabalho antes de recomeçar as costuras que interrompi.




no pátio da figueira do LAC
a figueira do LAC
Stencil de Nuno Viegas

Stencil de Nuno Viegas
Stencil de Nuno Viegas

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

semana número 42*

Li:

O Eterno Marido escrito por Dostoievsky - tenho pensado muito no que poderá ser dito sobre o livro, mas só me ocorre que é estranho. Adoro a escrita deste autor, mas este livro é esquisito. É estranho e esquisito.

Vi:

Sully (Milagre no Rio Hudson) - o filme é Écc, mas gostei de saber mais um pouco sobre o que realmente aconteceu.

Paris Police (Paris Polícia 1905) - comecei a ver esta série que está a passar na RTP2, deixou-me intrigada, a ver no que dará.

Mais uma final de snooker - Judd Trump é um dos jogadores que parece que a cada partida vai desenvolvendo úlceras nervosas. Mas este ano tem conseguido grandes resultados.

Terminei de ver Garden of the Year 2022 (Grã-Bretanha) - gostei muito de ver os diferentes jardins apresentados, o vencedor não é um tipo de jardim de que goste muito. Muito formal. Apesar de recente, achei-o antiquado, tresandava a dinheiro, mas achei-o com pouca beleza, quando comparado com outros. Para ter aquele nível de aprumo, a manutenção tem que ser realizada por muitas pessoas. Fiquei deslumbrada com alguns dos jardins e muito admirada por conseguirem ter determinadas plantas naquele tipo de clima. A paixão daquelas pessoas pelos seus jardins é contagiante.

Continuei a desenhar e pintar, mas desta vez sem a televisão ao fundo.


sexta-feira, 13 de outubro de 2023

semana número 41*

Li:

Terminei de ler Se isto é um Homem de Primo Levi, recomendado com a frase "todas as pessoas deveriam ler isto" e concordo. Infelizmente parece que o Homem não aprende nada, ou esquece-se com muita facilidade.

Árvores de Piotr Socha e Wojciech Grajkwoski - gostei muito, as ilustrações são lindas. 

Vi: 

Terminei de ver a série All Creatures Great and Small. Como no genérico dizia que é baseado na obra de James Herriot, pesquisei sobre o autor e fiquei curiosa para ler os livros, mas sobretudo a biografia escrita pelo seu filho. A série é de facto muito fofinha e as paisagens lindíssimas, mas como temia, os últimos episódios são já sob a sombra da segunda Grande Guerra. 

Continuei a desenhar e a pintar ao som de snooker.



Árvores de Piotr Socha e Wojciech Grajkowski

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

semana número 40*

Li:

A História de Roma de Joana Bértholo, o que senti ao ler isto foi que estava a invadir a privacidade e intimidade de Joana, sendo que, tal como em Deception de Philip Roth, autores e personagens principais partilham o nome e a profissão. O que é real e o que é mentira (criação)? Para além das versões dos acontecimentos que contamos a nós próprios, as que contamos aos outros e a que os outros nos contam temos este tipo de livros que nos expõem como pouco factuais. A música de Clarice Falcão - Eu me Lembro, brinca com isso mesmo. Em A História de Roma isso angustia, angustiou-me, porque para além de memórias criadas e mentiras contadas pareceu-me estar perante alguém que não vive bem na realidade e que aparentemente se apaixonou por alguém pouco decente que talvez a esteja a manipular. Fiquei interessada em ler mais coisas desta autora.

Vi:

Fui vendo e ouvindo partidas de snooker enquanto desenhava e pintava. Ainda não conhecia Moody, tem apenas 17 anos, cara de bebé e joga muito, achei mesmo que ia vencer a Brecel. 

Algumas provas do Campeonato Mundial de Ginástica Artística.

The 5th Wave (A 5º Vaga) - a ideia é muito boa, o filme é mal amanhado.

Terminei algumas costuras (blocos) e passei a ferro.
Decidi participar no doodle a day de ellolovey, desta vez usando tintas acrílicas. Estava tudo a decorrer bem até ao quinto dia, em que não consegui partilhar o que tinha feito, apesar de tentar inúmeras vezes. Fiquei aborrecida, primeiro pensei que tinha feito alguma coisa mal, claro, porque sou uma infoazelha. Mas depois de experimentar mais do que um computador e fazer mais devagar... percebi que não estava a fazer nada errado. O meu corpo começou a manifestar-se ansioso, "que estupidez não é caso para tanto, mas depois percebi porquê, é o facto de já não aguentar o empilhar de falhanços, mesmo quando é a feijões (daria uma péssima jogadora de snooker). Terei esgotado já todas as fontes de resiliência? Depois desta opereta dramática consegui fazer a partilha hoje...








sábado, 30 de setembro de 2023

semana número 39*

Terminei de ler A Tale of two Cities de Charles Dickens. Esperava bastante melhor. 

Vi: 

Watch Inside the Mind of a Cat - um documentário sobre gatos. 

Radioactive (Radioactivo) - gostei quando mostraram as repercussões das descobertas no futuro. Não fazia ideia que Irène Curie também tinha recebido um Nobel.

Terminei a manta (ainda não consegui tirar uma fotografia decente). Terminei duas estrelas (enchi apenas com desperdício de costura que vou guardando). Comecei mais umas coisas.

A semana terminou com a última super Lua do ano (depois de várias tentativas consegui tirar uma fotografia).





sexta-feira, 22 de setembro de 2023

semana número 38*

Terminei de ler Rebecca de Dapnhe du Maurier, tinha visto a versão cinematográfica realizada por  Hitchcock e a mais recente de 2020, e quando encontrei um volume em inglês na biblioteca, fiquei toda contente, achei que podia ser bom. O livro é muito melhor que os filmes, apesar de a primeira versão ser muito mais fiel aos acontecimentos e ao carácter das personagens, ambos pecam por se desviar de uma parte que acho de extrema importância: quando Jack Favell apresenta um bilhete e tenta extorquir dinheiro a de Winter, que reage de uma forma que surpreende, e muito, a sua mulher e o seu melhor amigo. No primeiro esta cena, que no livro ocorre em Manderley, decorre estupidamente no carro a meio do inquérito policial, no segundo é ainda pior, pois chacina os diálogos, as reacções, tudo. 
O ambiente do livro é extraordinariamente envolvente. Achei admiráveis as descrições da imaginação catastrófica de Mrs de Winter, da sua insegurança e da sua timidez (características que depois explicam muito bem a aceitação de uma realidade, que para a maioria das pessoas seria chocante, mas que para ela foi uma feliz revelação pois queria dizer que o seu marido a amava). Nunca tinha visto nada assim num livro, claro que isso nos filmes também se perdeu. Imagino que adaptar um livro de 400 e tal páginas para o cinema não seja a coisa mais simples de fazer, mas a versão de 2020 alterou a essência das personagens, porque actualmente não se podem contar histórias de homens com 43 anos que casam com uma miúda, que nem 20 teria, que a maltrata e é ela quem lhe pede desculpa, mas dever-se-ía.

Vi dois episódios da série Quantum Leap, é fraquita, mas tive curiosidade, pois a série de 1989 foi uma das minhas preferidas quando era miúda, se revisse agora, certamente seria uma desilusão, mas houve um verão em que ía a correr da praia para casa, para não perder um episódio.

Enquanto costurava, vi/ouvi a nova temporada de Glow Up, a vencedora foi a minha predilecta desde os primeiros minutos. Adoro ver o que conseguem criar.

Estou quase, quase a terminar a manta de Natal. Tenho uma estrela quase terminada.





sexta-feira, 15 de setembro de 2023

semana número 37*

Terminei de ler As Toleradas da Póvoa do Varzim (1871-1950) de Celeste da Rocha Coelho e Roberto Linhares de Castro Pires Martins - um estudo sobre a prostituição legalizada na Póvoa do Varzim. As raparigas com 16 anos já podiam matricular-se como prostitutas, a maioria escondia a sua profissão da família. Vinham de concelhos do interior e diziam aos familiares estar a servir em casa de alguém ou a fazer trabalho de costura (de facto a grande maioria das toleradas tinha sido criada de servir ou costureira. Profissões onde as raparigas eram facilmente abusadas pelos patrões ou "namorados" e depois abandonadas e despedidas por terem má conduta). Ao estarem legalizadas uma das suas obrigações era a inspeção sanitária semanal, que pensei ser um pouco mais criteriosa, mas consistia apenas em medir a temperatura, perguntar se estavam menstruadas ou grávidas e verificar se tinham tosse. Sendo que o objectivo era sobretudo prevenir a disseminação de doenças contagiosas sobretudo as venéreas, estas inspeções eram bastante ineficazes, pois só quando já apresentavam sinais de doença bastante visíveis é que eram proibidas de continuar a trabalhar e encaminhadas para o tratamento. Um processo muito triste , injusto e revoltante, pois tinham que pagar a inspeção e ainda eram encarceradas na cadeia até terem vaga no hospital. Uma grande miséria de vidas já miseráveis desde o início. Felizmente alguns médicos eram humanos e na tentativa de ajudar as prostitutas insistiram junto dos legisladores que fossem feitas mudanças e ao longo do tempo foram sendo estabelecidas regras de higiene nos colégios (bordéis) que fizeram com que o número de mulheres infectadas e consequentemente o dos seus clientes, diminuísse. Ao longo destes anos de que trata o estudo, as raparigas e mulheres iam para a Póvoa, sobretudo nos meses de Verão, mas a partir de certa altura algumas foram ficando ao longo de todo o ano. Nos registos quase todas as mulheres que sobreviviam, acabavam por ir viver para outros lugares, algumas conseguiam abandonar a profissão e casar, mas outras desapareciam. Achei estranho que não dessem qualquer justificação para estes desaparecimentos, é certo que os registos poderiam não ser muito rigorosos, mas a verdade é que não seria de estranhar, que tal como hoje, estas mulheres fossem facilmente alvo de homicídio. 

Revi uma miscelânea de meias coisas, resultado de zappings impacientes. Até que cheguei a All Creatures Great and Small (Veterinário de Província), uma série fofinha que está a dar na RTP2. Apesar de começar logo com um aviso - 1937... o que significa que o que estamos a ver são os últimos tempos felizes das personagens por quem já sinto carinho. A personagem principal é James Herriot um moço tímido que gosta de animais.

No sábado fui à biblioteca, e de todas as vezes acho que não consigo ir, por algum motivo, mas quero ir, então vou e depois volto toda contente.

Terminei de costurar os blocos de estrelas uns aos outros. Com os restos comecei a experimentar umas coisas. 



sexta-feira, 8 de setembro de 2023

semana número 36*

Li:

The Gayer-Anderson Cat de Neal Spencer - que a minha irmã me trouxe do British Museum, é um pequeno livro com aquilo que se sabe desta belíssima peça que está em exposição no museu. Não se sabe onde foi encontrada, tanto pode ter sido num templo, como num cemitério de gatos/dádiva, como num sepulcro de alguém. Não se sabe em que período foi esculpida, nem se o propósito foi conter uma múmia de gato ou não, pode ter sido feita oca para esse propósito ou simplesmente para poupar metal. Mas o que se sabe é como chegou a Bayer-Anderson e daí ao museu. 

Vi:

Life (Vida Inteligente) - um pormenor que nada tem que ver com a qualidade do filme: gosto quando actores conhecidos interpretam personagens secundárias que são as primeiras a morrer. Gostei mais deste do que do Interstellar. Achei os efeitos especiais excelentes em ambos. Não simpatizo nada com MacConaughey, tenho uma lista de actores, com os quais não vou à bola, nem ao mercado, nem à praia... não consigo, no meu cérebro os alarmes começam todos a tocar ao mesmo tempo "ALERTA, ALERTA MÁ PESSOA", se calhar são adoráveis e gostam de lagartixas e de passarinhos. Para além disso a ideia de pronto estragamos este planeta, vamos lá procurar outro para destruir, o que importa é salvar a espécie humana, porque é de uma qualidade superior e vale a pena preservar a todo o custo - não consigo. Um piloto que se tornou agricultor e que há anos não toca numa nave é colocado de imediato ao comando de uma... tanta coisa... deixa dois filhos, mas só a filha é que interessa, quando regressa, nem sequer pergunta se o filho ainda é vivo... mais de duas horas de filme a engonhar e menos de uma a tentar resolver uma trapalhada. (Isto era o que deveria ter escrito a semana passada, fiquei a remoer e agora saiu em supetão). Regressando ao Life, agradou-me, que as personagens tivessem alguma consciência, apesar do estranho entusiasmo a lidar com um tipo de vida desconhecido, de que as coisas poderiam correr muito mal, e quando tudo se começou a desmoronar o objectivo principal foi tentar proteger o planeta Terra. Gostei do desespero do fim. 

Por falar de fins, há umas semanas vi um filme sobre o qual me esqueci de escrever: Home Sweet Hell (Lar Não Tão Doce Lar) - é um filme de que me esqueceria facilmente não fosse um momento de génio. Não me recordo de alguma vez ter visto o uso tão inteligente do som para contar o fim de uma história, mesmo no fim do filme, deixa de se ver imagem, começam a passar os créditos e ouve-se o que acontece - adorei.

Proxima (O Espaço Entre Nós) de Alice Winocour - gostei de como mostraram a relação mãe/filha. Achei muito interessante o facto da filha ser bilingue e, numa ocasião em que estava particularmente chateada com a mãe usar a língua materna do pai. Achei que a pressão colocada pelo colega de missão, interpretado por Matt Dillon (este é outro com quem não vou à praia), não foi bem explorada, percebo o que foi pretendido, mas achei que poderia ter sido mais do que só umas bocas foleiras, claro que não é necessário chegar à violência de um GI Jane, mas compreendo que a subtileza de que o machismo é capaz não é fácil de traduzir para filme. 

Fiz mais oito estrelas e comecei a costurar os blocos uns aos outros.



sexta-feira, 1 de setembro de 2023

semana número 35*

Vi:

C'est quoi cette famille?! (Mas que Família é esta?!) de Gabriel Julien-Laferrière - sete crianças andam de casa em casa, devido aos vários divórcios dos pais. Decidem que já chega - querem viver todas juntas na mesma casa e fazem um calendário de pares de pais que devem cuidar delas ao longo da semana. Achei uma excelente ideia. Ao ver isto lembrei-me de um miúdo que conheci há uns anos, vivia com nove irmãs, sendo que algumas eram meias irmãs da parte do pai, outras meias irmãs da parte da mãe e outras filhas de ambos. Do que me contou percebi que ele gostava muito de ter uma família tão grande e que gostava muito das irmãs. Algum tempo depois soube que os pais se divorciaram, não sei como se organizaram, mas lembro-me de ter pensado como era injusto para os miúdos terem que se separar.

Interstellar - éc, esperava bem melhor.

Costurei mais sete estrelas, quatro delas são blocos mais simples, no centro têm apenas um quadrado. Já tenho uma constelação jeitosa, mas ainda quero fazer mais.



sexta-feira, 25 de agosto de 2023

semana número 34*

Li:

Terminei de ler Deception de Philip Roth - este livro é construído apenas por diálogos, um escritor chamado Philip (talvez a primeira ilusão) conversa com as suas amantes, com o seu amigo casado com uma das suas amantes, com a sua mulher. A mentira é uma constante ao longo do livro, mente ao amigo, mente à mulher, as amantes mentem, todos mentem. Só depois de o terminar é que percebi algumas das conversas. 

A Minha Primeira História de Portugal - comprei este livro há uns anos, por causa do ilustrador, mas só agora é o que o li na totalidade, é um vómito de propaganda nacionalista e colonialista, só faltou dizer que Salazar foi o máximo, aliás quase que o fizeram. Numa obra de 1982, com actualização de 1996, esperava algo melhor. Gostei de quase todas as ilustrações, mas a capa é péssima.

Lillias Fraser de Hélia Correia - há frases muito boas, a ideia não é má. Ao longo da leitura pensei várias vezes, como é que isto vai acabar? O fim foi decepcionante e precipitado. 

Vi:

Munich: The Edge of the War (Munique à Beira da Guerra) - é interessante, mas quando a realidade e a ficção se mistura, acaba por ser estranho...

Poltergeister - gostei como a família e a casa foram apresentadas. Apesar de não ter sido realizado por Spielberg, parece. As escadas para o piso superior da casa foi o que achei de mais assustador. 

A Hidden Life (Uma Vida Escondida) - Terrence Malick tem esta capacidade de mostrar paisagens deslumbrantes, planos lindíssimos enquanto as pessoas vão sofrendo e muito. 
Um assimilado numa das suas tentativas de convencer Franz a jurar lealdade a Hitler diz: "a consciência é uma coisa perigosa transforma as pessoas em cobardes". É particularmente perturbador que alguém que vivia no meio de montanhas, numa vida comunitária bem estabelecida, em que a maioria das pessoas eram agricultoras, uma  pequena povoação austríaca, intocada pela guerra, excepto no que diz respeito à mobilização militar, tivesse discursos de ódio contra refugiados e estrangeiros e dissesse que os os homens são enviados para a guerra para defenderem a sua terra (quando na realidade iriam juntar-se ao exército agressor e invasor).

Uma pequena curiosidade: o actor August Diehl em Uma Vida Escondida é um objector de consciência austríaco e em Munique à Beira da Guerra é um nazi alemão assustador. Achei-o mais convincente como personagem assustadora.

Algumas provas do Campeonato Mundial de Atletismo, fico sempre maravilhada com o que os atletas  são capazes de fazer. Adoro quando ficam contentes com os seus resultados.

Costurei mais uma estrela e cortei mais uns tecidos. 


sexta-feira, 18 de agosto de 2023

semana número 33*

Revi:

The Pianista (O Pianista) - é muito bom ver este tipo de coisa com adolescentes, faz-nos ver como o passar do tempo nos faz habituar à crueldade. Não sei como foi possível, mas acomodei-me à ideia de que as pessoas podem ser assim tão terríveis. Não era a surpresa dela que me deveria surpreender mas a ausência da minha. 

Vi:

Enemy at the Gates (Inimigo às Portas) - a minha cena preferida: quando correm a porta da carruagem  do comboio e se vê a reacção dos soldados que lá estão dentro. Não é mostrado o que está a acontecer, os soldados recuam e são forçados a sair e avançar, só depois se vê a então Estalinegrado. 

Jojo Rabbit -  gostei, há cenas hilariantes. Estava a estranhar a fixação com os sapatos usados por Scarlet Johansson, mas não tardou a perceber porquê.

HHhH (O Homem do Coração de Ferro) - achei muito bem construído. Fui ler mais sobre o assunto, porque aquela traição pareceu-me tão absurda... mas infelizmente aconteceu mesmo, a voz popular diz que foi por dinheiro, mas alguns historiadores dizem que foi por medo que destruíssem/assassinassem mais uma vila inteira.

Suite Française (Suite Francesa) - quando se fala na segunda Grande Guerra, as denúncias são uma constante especialmente em países ocupados. O seu motor era o medo, a fome? Havia algum tipo de recompensa para quem denunciava? Neste filme a denúncia que destrói a aparente e frágil tranquilidade que se vivia, era uma verdade embrulhada numa mentira, como muitas o foram na realidade. Não houve recompensa, mas uma espécie de castigo a quem denunciou, sendo que outros sofreram muito, mas muito mais por causa do orgulho da denunciante.

Behind the Line: Escape to Dunkirk - posso dizer que foi o pior filme de guerra que já vi, e depois de chegar a esta conclusão questionei-me porquê. As imagens são boas, os cenários não são maus, o guarda-roupa parece-me bem, os actores não são brilhantes, nem sequer grande coisa, mas acho que o que estragou mesmo o filme foi: a péssima escolha de música e onde foi colocada e os diálogos, muito mal escritos. Depois há um pormenor homens, prisioneiros em más condições o mínimo que lhes acontecia, nem vou para a má nutrição, doenças, frio, sujidade, o mínimo era que lhes crescessem as barbas.

De slag om de Shelde (The Forgotten Battle) - gostei. A grande diferença entre filmes de guerra feitos  pela máquina de Hollywood e feitos noutros lugares é que o medo é muito mais mostrado. As personagens não são máquinas onde só cabe valentia, honra, coragem ou vilania. O medo, o terror, as lágrimas, a desorientação, o choque são muito mais credíveis do que acabar de se matar alguém, ver morrer dezenas de pessoas, sobreviver a bombardeamentos e  de seguida comportarem-se como se fosse só mais uma terça-feira.

The Last Days (Os Últimos Dias) - Documentário sobre sobreviventes húngaros do Holocausto. É desolador. É interessante ouvir as memórias que as pessoas decidem/conseguem partilhar.
Aquelas pessoas são admiráveis, sobreviveram ao terror, perderam as suas famílias, refizeram as suas vidas do nada e mesmo assim consegue ver-se alegria no seu discurso.
Já o médico alemão que também é entrevistado usa expressões de uma frieza desumana. Não compreendo como este homem não foi condenado.

Depois desta dose exagerada de segunda Guerra Mundial estou a vomitar nazis... Não é fácil compreender que alguém nos anos 30 considerasse a ideologia nazi boa ideia, mas é muito mais difícil compreender os movimentos neo-nazis.

Vi ainda Painkiller - uma amiga aconselhou-me esta minisérie. Sabia que era uma medicação muito perigosa e que muitas pessoas se tinham tornado dependentes, mas estava muito longe da realidade. A frustração de quem luta contra o poder e a ganância...

Costurei mais um pouco, terminei a almofada/cama da F. (acho que foi aprovada por sua alteza felina) e mais umas estrelas.


sexta-feira, 11 de agosto de 2023

semana número 32*


Li:

O Rosto de Valter Hugo Mãe, com ilustrações de Isabel Lhano.

Revi:

Gothika de Mathieu Kassovitz - não sei porquê, mas de vez em quando vejo este filme, vi-o pela primeira vez numa sala de cinema vazia. Aconteceu-me algumas vezes, porque gosto de ir ao cinema sozinha e de tarde, com alguma culpa por se estar a gastar energia apenas para mim, mas ao mesmo tempo é uma experiência muito interessante. Talvez por isso o veja, para tentar recriar aquela tarde. Tem algumas coisas de que gosto muito.

Vi:

Pride and Prejudice and Zombies (Orgulho e Preconceito e Guerra) - é péssimo, mas mesmo assim não é a pior adaptação de Jane Austen para cinema ou televisão. O que acharia a autora disto? Depois do choque de ver imagens a ser projectadas talvez ficasse aterrorizada por ver mortos vivos ou pior por ver tantas pessoas a falarem umas com as outras sem serem apresentadas previamente.

Costurei mais duas estrelas, o mesmo tipo, mas com métodos diferentes.

Mais uma partida de Tac (desta vez com alguma violência verbal, porque o meu irmão é... especial), de Party e uma espécie de Trivial, só falta jogar às cartas para fazer o pleno de férias de Verão.



sábado, 5 de agosto de 2023

semana número 31*

Li: 

O rapaz que não se tinha quieto de Rita Taborda Duarte, com ilustrações de Ana Ventura.

Os meus amores chegaram, e logo na primeira noite jogámos TAC, duas partidas uma mais curta e outra mais longa, pelo meio observamos a lua. A felicidade é isto.

Terminei de costurar os quadrados todos. Fiz um bloco em forma de estrela, uma das muitas variantes de estrelas que existem.


sexta-feira, 28 de julho de 2023

semana número 30*

Li:
Primeira Pessoa de Pedro Mexia, gosto muito de crónicas, e gosto de Pedro Mexia, depois de ler este livro percebi que simpatizo muito mais com o de 50 anos do que com o de 30. 

Vi:

Pocahontas da Disney - nunca o tinha visto, só partes. Pocahontas é a mais bela princesa da Disney, mas o filme é poucochinho. Tenho problemas com personagens que falam com árvores (sendo que a Floribela mesmo assim continua a ser pior que isto). Os sidekicks, apesar de girosestão tão deslocados do resto. Ai, eu nem queria ir por aqui, mas tem que ser, uma moça aparentemente saudável (tirando o facto de falar com árvores) apaixonar-se em dois segundos pelo deslavado John Smith (até o nome) é tão credível como o facto de aprender a língua de quem se apaixonou, mais depressa do que a paixão fulminante.

Killers (Kiss and Kill - Beijos e Balas) - em que género se pode arrumar este filme? No clássico "vamos ao cinema môr? Sim, mas só se formos ver um filme romântico, ah mas o que eu queria mesmo era um de acção". Uma espécie de True Lies (A Verdade da Mentira) até partilham o "Já mataste alguém? Sim mas eram todos maus", sendo que este é pior. Tem pequenos momentos giros, gosto que os vizinhos e amigos irritantes sejam mais interessantes do que isso.
Ando a ver demasiados filmes maus para tentar não ser uma snobe do cinema, mas prefiro os que selecciono na base do preconceito.

Uma entrevista com Miguel Gonçalves Mendes, simpatizo muito com ele, adoro o entusiasmo como fala do seu trabalho e da vida.

Como só tenho cerca de 379 coisas iniciadas, esta semana comecei mais uma.



sábado, 22 de julho de 2023

semana número 29*

Li:

Os Anagramas de Varsóvia de Richard Zilmer - é o primeiro livro que leio deste autor. Há coisas de que gostei muito. Lê-se num sopro, tal como quem me emprestou e recomendou me disse. Será a vingança uma forma de fazer o luto? Será que sobreviver é uma forma de rebeldia? Estava à espera de uma razão melhor para justificar os crimes, mas há alguma justificação boa para tais crimes? 

Vi: 

Costumo ver os vídeos de Jonna Jinton, gosto muito, este último tem um momento que compreendo muito bem, onde ela fala na ansiedade que tem ao falar ao telefone, posso não chorar antes ou depois de fazer telefonemas, mas chego a passar dias de tormento até conseguir ligar para certos números.

Terminei de ver Dead to Me - gostei mesmo muito. Gostei das reviravoltas, do humor, das personagens. Há uma em particular que me fez rir à gargalhada - Shandy Adams (acho que o apelido não será por acaso) interpretada por Adora Soleil Bricher.

After the Wedding, de 2019 (Um Passado em Segredo) - remake americano de um filme dinamarquês de 2006, que ainda não vi, mas desconfio que será melhor. Mentiras e egoísmos, o pior tipo de egoísmos que alteram a vida dos outros. A necessidade de controlar, de decidir, de uma mulher que usa outra porque sabe que é capaz de se sacrificar.

The Nun (A Freira Maldita) - sei agora que, tal como filmes de tubarões, há uma grande série de filmes de freiras aterradoras (ou que o pretendem ser). Este é uma sequela de outro que ainda não vi. Não é bom, mas tem coisas giras como o padre ser enterrado vivo, mas depois até isso é destruído com a descoberta de livros que ajudam a lutar o mal. Então o mal quer auto-destruir-se? 

Vi parte de um programa sobre comportamento animal onde se falou de sinaptogénese, seria tão bom conseguir aprender a fortalecer as ligações de neurónios que nos fazem sentir bem.

segunda-feira, 17 de julho de 2023

semana número 28*

(uma semana e mais uns dias)

Li:

O Sono de Haruki Murakami - foi a primeira vez que li um livro deste autor e gostei. As ilustrações de Kat Menschik são muito interessantes. Imagino que traduzir japonês para português não seja o trabalho mais fácil do mundo, mas mesmo assim não pude deixar de pensar que o uso de certas expressões, que considero muito portuguesas, é esquisito. 

Vi:

A sexta temporada de Black Mirror, gosto muito desta série. Os episódios das últimas temporadas têm sido menos bons porque mais previsíveis, mas mesmo assim gosto muito dos seus ambientes e personagens.

Escape Room Tounament of Champions (Sem Saída) - é piorzito que o primeiro, que já não foi assim grande coisa, mas é giro ver os diferentes cenários criados.

A Hologram for the King (Negócio das Arábias) - é um filme estranho. Não tenho como saber, mas imagino que as pessoas que vivem na Arábia Saudita, estrangeiros incluídos, não serão assim tão descontraídos a fugir às regras.

Comecei a ver a série Dead to Me - estou a gostar muito. Os episódios são pequenos e os cliffhangers uma constante logo é praticamente impossível ver um episódio apenas. Quando vejo séries cómicas americanas como esta penso sempre, como é possível que as comédias americanas no cinema sejam maioritariamente tão más? Imagino que os senhores de gravata que comandam a indústria cinematográfica continuam a achar que o público é imbecil.

Esta semana comi pela primeira vez falafel, gostei. Também pela primeira vez joguei TAC e adorei,  divertimo-nos imenso. No dia seguinte lá tivemos que nos despedir na estação de comboio...

Há trinta anos comprei dois pijamas de verão, há trinta anos que os uso, o algodão de que são feitos é de tão boa qualidade que ainda estão impecáveis, a única coisa que se "avariou" foram os elásticos dos calções, esta semana coloquei uns novos e venham mais uns anitos.

sábado, 8 de julho de 2023

semana número 27*

Li:

Os Pobres, de Raul Brandão - podia chamar-se os miseráveis ou a miséria, o que achei melhor foram as partes sobre as prostitutas e a prostituição, não teve problema em falar de prostitutas que eram ainda crianças, coisa de que se fala pouco.

Revi:

Raiders of the Lost Ark (Os Salteadores da Arca perdida) - é interessante que me lembrava de praticamente tudo. O choque ao ver Alfred Molina novito a fazer um papel tão... mau.

Indiana Jones and the Temple of Doom (Indiana Jones e o Templo Perdido) - Há sempre umas referências giras, Obi Wan hehe. Para além da cena do coração, recordava-me de pouco mais.

Indiana Jones an the Last Crusade (Indiana Jones e a Grande Cruzada) - lembrava-me muito pouco deste,  e quando o vi pela primeira vez duvido que soubesse quem era River Phoenix. Gostei da forma como foi explicado o medo/aversão a cobras, como começou a usar o chicote, a quem roubou o seu estilo de roupa, como se aproveitaram da cicatriz que Harrison Ford tem no queixo.

Vi:

Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull (Indiana Jones e o Reino da Caveira de cristal) - acho que de todos, este foi o que menos gostei.

A "evolução" das personagens femininas - no primeiro uma mulher que aguenta muito bem a bebida... no segundo uma goldigger histérica, no terceiro uma nazi muito bela (que parece não ter nada contra a ideologia, mas a quem a queima de livros perturba), no quarto uma vilã super maléfica e um casamento no final... 

As sombras, muito Spielberg gosta das suas sombras.

O que há de engraçado nestas colaborações entre Steven Spielberg e George Lucas, é que parece que dois miúdos se juntaram a mais outros miúdos e decidiram fazer filmes com tudo o que mais gostavam.

Família:

A chegada de um comboio com um dos meus amores foi algo extremamente emocionante, é tão bom ver crianças a crescer e a transformar-se em adultos independentes.