terça-feira, 26 de agosto de 2014



muuu*

segunda-feira, 25 de agosto de 2014



a caminho*

domingo, 24 de agosto de 2014





não são de pedra estas casas, mas de mãos* Manuel Alegre

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

ela*
ela tinha um sorriso inteiro
ela ensinou outras moças do seu tempo a ler e a escrever
ela e as companheiras, assim que ouviam a sirene da fábrica, largavam tudo e marchavam 6 Km para ir arranjar sardinhas, horas depois o trabalho estava feito, as mãos congeladas e ainda tinham que regressar
ela tinha uma horta
ela dizia çabolas e cultivava as mais bonitas
ela ensinou-me a debulhar milho, a apanhar tomate, a regar, a lavar tripas para fazer enchidos
ela ensinou-me a separar as batatas boas das más, eram más para nós, mas boas para os porcos, que as achavam deliciosas e com isso ensinou-me que as coisas são muito mais do que a sua aparência
ela fazia os melhores biscoitos, o melhor pão e a melhor manteiga cor-de-rosa
ela cheirava a sabonete português e a campo
ela fechava os olhos, ajeitava os óculos e o cabelo para dentro do lenço e por fim apertava o elástico do chapéu, sempre com gestos suaves
ela tinha um carrapito que nunca mais vi desde que ficou viúva
ela, quando a aldeia passou a vila, foi à Assembleia da República para assistir à declaração oficial
disse-me que achou aquilo pequeno, que na televisão parecia bem maior
acho que a Assembleia não está é muito habituada a receber pessoas grandes como ela
ela não era da minha família, não era minha vizinha, ela foi a minha primeira amiga
nunca lhe disse o quanto gostava dela, que estúpida, que estúpida, que estúpida que sou

as fotografias acima são excertos de um retrato dela, tirado pelo fotógrafo João Carrondo, que gentilmente mo ofereceu

segunda-feira, 4 de agosto de 2014



Átila* quer que Rocha mate Lucífer, em troca Rocha quer livre acesso ao chinês, digo, Japonês para o matar devagar. O Japonês dá um valente sopapo em Átlia e Rocha na tentativa de arrombar uma porta, acaba por voar através de uma janela de um primeiro andar, e aterra em cima de uma múmia egípcia. Rocha olha para o chefe com ar atarantado e diz: "este tipo está todo ligado, mas juro que não fui eu".

quarta-feira, 30 de julho de 2014




Rocha* o mais fiel companheiro de Átila e um génio do crime.

terça-feira, 29 de julho de 2014



hipótese c)*
Enquanto Lucífer tenta dominar o mundo da máfia, Pantera ronrona e são felizes juntos.

segunda-feira, 28 de julho de 2014



o que faz sorrir Lucífer?
a) a aniquilação de Duarte, o seu arqui-inimigo;
b) Joaninha aceitou o seu convite para um jantar romântico;
c) Pantera vem na sua direcção;
d) finalmente todas as outras famiglias beijam a sua mão;
e) todas as hipóteses o fariam feliz, mas nenhuma está correcta.

sábado, 26 de julho de 2014













Duarte & Companhia*
- Então mamã continua a andar com um tijolo dentro da mala?
- Oh filha! Com a malandragem que anda por aí uma mulher indefesa como eu tem que arranjar maneira de se defender.
- Mas um tijolo mamã…

sexta-feira, 25 de julho de 2014




hemos retorcido de risa*

quarta-feira, 23 de julho de 2014



tia avó* cometi o erro insensível de pegar num deles ao colo, a mãe extremosa, delicadamente tirou-mo dos braços e repreendeu-me baixinho: "Tia, acho que ele quer continuar a dormir!"

segunda-feira, 21 de julho de 2014



do meu quarto, aliás, do camarim, oiço risinhos, chius, para não estragar a surpresa, frases soltas e a minha preferida do dia foi:
em cada ilha deserta há um tesouro escondido, ARRRRRR!!!

sábado, 19 de julho de 2014




Marie Antoinette* de Sofia Coppola.
A televisão low fi, que me tem permitido ver tantos filmes, tem recebido nos últimos tempos comentários depreciativos, porque é pequena, porque é velha, porque não é bonita… é grande o suficiente para ter conseguido ver os ténis nesta cena (é por este tipo de loucuras que gosto desta realizadora), é nova o suficiente para parar a imagem e conseguir tirar fotografias, é bonita o suficiente para o que serve. Nunca pensei que fosse necessário defender um electrodoméstico...

quinta-feira, 17 de julho de 2014




Monsieur Bovary* a autora dedicou este exercício (vou chamar-lhe assim) a todos os homens humilhados pelas esposas. Sei que o texto é uma paródia, mas mesmo assim fiquei com a sensação de que Grimaldi não gosta muito de mulheres.