sexta-feira, 14 de novembro de 2014


a família está a crescer* e hoje vai tudo ver a bola e ao vivo!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014


Joaquim* é tímido, mas não é um tímido que se diz tímido, é um dos verdadeiros, é daqueles que sente a timidez em todos os momentos, mesmo quando está sozinho cora de vergonha, mesmo a falar sozinho gagueja, mesmo quando está sozinho tropeça porque se sente observado… na verdade para além de tímido sofre de mania da perseguição, é hipertenso, e toma gotas para a ansiedade, até agora a ansiedade não diminuiu, mas parece-lhe que as taquicardias já não são tão frequentes.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014




Rosa* é uma menina, gosta de vestir cor-de-rosa, cheirar rosas pela manhã, usar água de rosas, coleccionar pétalas de rosa, que conserva nas páginas do seu livro O Romance da Rosa. A Bun e a Rosa estão agora a travar conhecimento, mas já descobriram um problema, a Bun é alérgica a tanta rosa, gosta mais de túlipas.

terça-feira, 11 de novembro de 2014





Bun* tem um riso muito bonito e não precisa de muito para fazer uso dele. A felicidade retira-a de pequenos prazeres como passar a ponte e ver Lisboa com aquela luz especial, ou comer um belo gelado no verão, ou então ano após ano procurar o folar perfeito. Gosta de comer pêssegos frescos, gosta muito de fruta, gosta de ir ao mercado comprar fruta e legumes e gosta de vegetar com ou sem pantufas.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014



vermelho Lipnitskaia* as segundas feiras são o meu dia oficial de abraçar a wonkiness, porque não dá para parar muito tempo sobra pouco para o desafio. Mas aqui está o que consegui fazer. 
Ontem de noite fui deitar-me ainda arrepiada e emocionada depois de ter visto o programa curto de  Julia Lipnitskaia na competição que está a decorrer na China (podem ver aqui), hoje andei a rodopiar de um lado para o outro e há pouco fui buscar a caixa dos tecidos vermelhos.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014


em branco* hoje usei um tecido branco pérola. Estas coberturas de almofada com a abertura tipo envelope são simples de fazer e muito práticas.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

travesseiro* sem fecho nem botões, só abertura atrás e já está.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014



antes e depois* perdeu o groove dos anos 70, ganhou uma nova pele amovível e mais clean.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

1
2
3
4
uma mudança desejada*
1. este menino felpudo está na família há 40 anos, talvez seja a crise da dita idade,
mas pediu-me que lhe fizesse uma makeover 
2. comecei por lhe fazer um peeling (sempre tive vontade de o ver por dentro)
3. um pouco de acupunctura
4. para cobrir a esponja fiz-lhe uma derme nova, de pano cru.

Agora tem que descansar um pouco e amanhã já terá a pele renovada.

Hoje como o sol anda a brincar às escondidas com as nuvens, cada fotografia tem uma luz diferente...

segunda-feira, 3 de novembro de 2014





decidi começar por acabar* há dois anos desenhei e escolhi os tecidos, o ano passado estava assim (carregar no assim) e depois ponto a ponto com a velocidade das mãos lá fui abraçando o desalinhamento (tradução mal amanhada que arranjei para uma expressão de que gosto muito -  embrace the wonkiness). Há minutos dei os últimos pontos, passei a ferro e aqui está. Nunca tinha dado um abraço tão apertado à wonkiness. Já contei como foi feito, agora vou contar a história dos materiais usados.
A fita negra que serve de moldura e a linha cor de laranja foram-me oferecidas pelos meus tios, que depois de fecharem a sua retrosaria me deram uma infinidade de tesouros. O tecido laranja comprei há uns anos no mercado mensal de Lagos, estava num monte de tecidos com defeitos, que os fabricantes vendem ao quilo, aos vendedores ambulantes. Os outros tecidos foram comprados, pela minha mãe, entre os anos 80 e 90 e são os restos de roupa que fez para nós ainda com a máquina Singer da minha avó - o das riscas foi para um conjunto blusa e saia para a minha mãe, o de fundo branco e o de fundo preto para uns vestidos iguais que a minha irmã e eu vestíamos muito infelizes. Pergunto-me se alguma vez teremos saído todas juntas assim vestidas e essa ideia faz-me rir até às lágrimas.

sábado, 1 de novembro de 2014

coser*  unir por meio de pontos dados com agulha enfiada em linha; costurar, remendar, consertar (do latim vulgar cosere, do latim clássico consuere, "coser uma coisa a outra")

o meu dicionário tem vindo a desiludir-me nos últimos tempos, também há a hipótese dos meus conhecimentos de costura serem mais reduzidos do que pensava, mas isto de se enfiar uma agulha numa linha não me parece muito útil…

ora o desafio deste mês é fazer um projecto de costura por dia (mas desta vez durante os fins-de-semana não vou conseguir estar por aqui), como me conheço relativamente bem, sei que há uma forte probabilidade de me aventurar a fazer umas coisas maiores e de não conseguir terminar no próprio dia, no entanto vou tentar portar-me bem.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014


balanço deste lapisar* estou muito satisfeita com este desafio, não tanto pelos desenhos que dele resultaram, mas pelo processo, por perceber as minhas dificuldades de precisão, de concentração, mas o melhor de tudo foi fugir do que estou habituada a desenhar e com isso ter ideias novas. O desenho de hoje foi uma tentativa de reproduzir um remate de arcada, do Mosteiro da Batalha.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

pormenor, Claustro do Silêncio, Mosteiro de Alcobaça

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

pormenor, Janela Manuelina, Convento de Cristo, Tomar

folha caída, Parque de Escultura Contemporânea, Vila Nova da Barquinha

anjo com asa partida, túmulo de D. Pedro, Mosteiro de Alcobaça

pormenor da estátua equestre de Nuno Álvares Pereira, Batalha

fechadura, Constância
overdose* deliciosa de cultura visual, estive uns dias fora, aqui ficam os desenhos que estavam em dívida.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

clip, a arte de criar a simplicidade*
os inventores*, que criaram o clip, mal sabiam que cerca de 180 anos depois estes ainda andariam por aí.
Durante a II Grande Guerra, aquando da ocupação da Noruega, os noruegueses foram proibidos de usar os tradicionais botões com as iniciais do rei. Como forma de protesto começaram a usar clips para abotoar as roupas. Uma das pessoas a quem se atribui a criação do clip é o norueguês Johan Vaaler, portanto usar o clip era uma forma de mostrar a lealdade à pátria e não aos seus ocupantes. Passado pouco tempo a utilização de clips como botões também se tornou ilegal e os seus utilizadores chegavam mesmo a ser presos. Ao ridículo que a tirania chega…

*digo no plural porque, tal como em tantas outras coisas, há poucas certezas de quem teve a ideia primeiro e quem sabe, como em tantas outras coisas, não terá sido em simultâneo...

quinta-feira, 23 de outubro de 2014


maria la chiave*

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

sem ervilhas* mas ainda com dificuldades, dois tipos de correntes.

terça-feira, 21 de outubro de 2014



e o que aconteceu hoje, ao tentar desenhar uma pequena corrente?
comecei por desenhar o fecho (1), depois ia desenhar a corrente e percebi que é mesmo muito difícil, então achei que me ajudaria se fizesse um desenho maior (2), como não estava a correr bem, pensei que seria uma boa ideia recorrer à técnica de desenhar o negativo (3), comecei bem, mas devia ter feito o negativo dentro da corrente e não só por fora, recomecei (4) mal fiz o esqueleto, comecei a fazer umas formas curvas, que me fizeram pensar nas molduras naturalistas da Arte Nova e comecei a esboçar umas coisas (5) que me fizeram lembrar ervilhas (6)
… e é com isto que convivo todos os dias...
A corrente de metal não saiu, mas desenhei a corrente do meu pensamento.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

roldana*

domingo, 19 de outubro de 2014

tampa de garrafa de whisky*