terça-feira, 30 de junho de 2015

Gone With the Wind, 1939
The Sound of Music, 1965
Enchanted, 2007

















































cortinas e vestidos*a necessidade aguça o engenho e três personagens de Hollywood transformam cortinados em roupa. Scarlett O'Hara, pega nuns reposteiros empoeirados e faz o famoso green velvet dress, que ainda hoje dá que falar (ver aqui). Maria usa os cortinados que foram retirados do seu quarto para serem substituídos, e faz roupas para as crianças brincarem. Do pouco que sei da verdadeira história dos Von Trap, este episódio pode ter acontecido, não porque as crianças não tivessem roupa para brincar, mas por não terem roupa para vestir, o verdadeiro capitão Von Trap perdeu toda a sua fortuna. Giselle, que veio do mundo encantado apenas com um vestido, tem que se desenrascar e corta os cortinados de casa do seu anfitrião.

Não consegui terminar o desafio, mas foi por pouco. A quinta peça está quase terminada. Quanto ao relatório ainda não consegui acabar de ler.
No entanto estou satisfeita com o que fiz, especialmente por ter usado apenas coisas que tinha em casa só não cheguei ao ponto de cortar nenhum cortinado.

segunda-feira, 29 de junho de 2015



3* de três calças que já não me serviam, fiz uma saia, uns calções e estou a terminar de fazer umas jardineiras. Os calções e as jardineiras vão ser muito, muito úteis, porque passo muito tempo no campo, e preciso de peças fortes, que sejam confortáveis e não muito quentes. Na saia usei um tecido japonês fantástico que comprei há uns anos na FATACIL, a fotografia, nem por sombras consegue mostrar como é bonito.

quinta-feira, 25 de junho de 2015



trabalho em curso*

terça-feira, 23 de junho de 2015

?, anos 70
fotografia de Martin Shoeller, 2010
Clint Eastwood* ser cool depende pouco do que se veste e não se perde.

domingo, 21 de junho de 2015

fotografia de Arthur Rothstein, 1936



fotografia de Dorothea Lange, 1939
fotografia de Russel Lee, 1939

fotografia de Alfred Eisenstaedt, 1942

fotografia de Alfred Eisenstaedt, 1942
tempos difíceis* todas as fotografias foram tiradas nos Estados Unidos durante o terrível dust bowl.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

catálogo, ?
catálogo, 1918
catálogo, ?
overall* roupa de trabalho.

quarta-feira, 17 de junho de 2015


ganga*

segunda-feira, 15 de junho de 2015



bonecas kokeshi*o mundo estava próximo de um dos seus muitos finais anunciados, a minha amiga e flatmate E. foi a uma loja Benetton e trouxe para casa este catálogo Primavera/Verão 1999. Adorei-o. Uns tempos depois, quando estávamos a empacotar tudo para mais uma mudança, ela ia deitá-lo fora e perguntei se podia ficar com ele. Está comigo desde então.
Oliviero Toscani foi até Tóquio fotografar os adolescentes extravagantes do bairro Omote Sando. Sempre que vejo estas fotografias descubro qualquer coisa em que ainda não tinha reparado e penso que estou perante um dos maiores generation gap de sempre. Imagino as avós deste pessoal, sobreviventes da segunda Grande Guerra, a dizer o equivalente japonês de "este mundo está perdido". Nas fotografias acima temos Yamada Natsuki, Tanaka Satoko, Maekawa Yoshiko, Moriyama Haruna, Yanamanaka Hitomi, Terauchi Ai e Hosonuma Kuniko. Uma das célebres frases de Coco Chanel é la mode se démode, le style jamais, estas miúdas estão agora na casa dos trinta quase quarenta e gostava muito de saber como se vestem...

sábado, 13 de junho de 2015



bolinhas* este tecido estava à venda num monte de retalhos com defeitos, peguei-lhe e no meu cérebro formou-se a palavra - perfeito. Agora tenho um vestido comprido e leve.

terça-feira, 9 de junho de 2015



o valor que a roupa não tem, nem nos dá*
gosto muito desta campanha criada por Theresa Wlokka e Frida Regeheim para a associação Terre de Femmes.

Nestes cartazes gosto em particular da expressão asking for it - uma mulher,  especialmente se estiver sozinha num bar, na rua, num café, no cinema, num concerto, está a pedi-las, mesmo que tenha uma burca vestida.

domingo, 7 de junho de 2015



kimono* há duas semanas, estava a passar a ferro o quimono do meu primo, que tinha treino no dia seguinte, e observei-o com atenção. Estava muito bem feito e era muito bonito.
Agora tenho um para mim, mas ao contrário do outro, este é suave, leve e esvoaçante (e com muitos defeitosinhos). Estou muito vaidosa com os pormenores em cetim vermelho, quase invisíveis. Estou pronta para aprender um kata.

sexta-feira, 5 de junho de 2015




ponto a ponto*

terça-feira, 2 de junho de 2015




comprar roupa*  as lojas de roupa aborrecem-me, pior só mesmo um centro comercial.
Desde o início de 2012 até agora estas foram as peças que comprei: uma blusa e umas calças, em 2013 e umas luvas no final de 2014. A frase não tenho nada para vestir, nunca foi proferida, até porque seria mentira, nunca a ouvi em que fosse verdadeira.

O fabrico de tecidos e de vestuário está entre as indústrias mais poluentes. Segundo dados do Danish Fashion Institute (DAFI) de 2013, a indústria da moda é a segunda mais poluente, a primeira é a de captura e transformação de petróleo. 25% dos químicos produzidos actualmente são utilizados na indústria têxtil o que faz com que esta seja, a seguir à agricultura, a que mais polui água potável.
Isto deve-se ao processo de fabrico, mas também a todo o desperdício a ele associado. Para além disso muitas fábricas empregam menores de idade e a maioria dos trabalhadores são explorados (ordenados baixos, horários excessivos e más condições de segurança). A mão de obra barata é a maior garantia de preços baixos. A moda descartável é sinónimo de exploração.

Este mês o desafio é fazer cinco peças de roupa de verão e terminar de ler este relatório.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

vestir* cobrir com roupa; ajudar alguém a vestir-se; fornecer roupa a ; cobrir; revestir; adornar; usar como traje; calçar; forrar; proteger; resguardar; tapetar; adoptar; dar realce a; trajar; cobrir-se com roupa; preparar-se; comprar roupa para seu uso; revestir-se; encobrir-se; disfarçar-se; impregnar-se (do latim vestire)


domingo, 31 de maio de 2015

o exército do meu primo

o desenho da minha prima
regressar à base* passei uma temporada por terras saloias, que acabou por se estender, nisto de saltimbancar nada é certo e os planos não existem. Como diz o capitão Falcão, esse grande herói fascista, "somos portugueses não precisamos de planos".
Numa ida rápida ao mini-mercado da minha rua oficial, a senhora, sempre atenta às movimentações da vizinhança, diz-me então, está regressada à base? 
Este mês o desafio foi aproveitar. Aproveitar o facto de estar num lugar tão bonito, aproveitar o tempo livre, aproveitar a família e amigos que o quisessem passar comigo.
Assim foi-me possível estar com os meus primos, felicitar o 83º aniversário do meu tio, passar um excelente dia de folga com uma amiga conterrânea que vive actualmente na capital, atravessar o Alentejo, duas vezes, com o meu irmão, visitar uns miaus, com uma das suas guardiãs extremosas,  passar uma tarde de domingo com a família do senhor J. e ainda estar com uma super alentejana/londrina.

Quando era miúda fiquei viciada nuns desenhos animados japoneses que contavam a história da desgraçada Pollyana que via sempre o lado positivo de tudo. Há uns dias estava com os meus priminhos a ver um episódio do Extraordinário Mundo de Gumball, uma das personagens - a Darwin é como a Pollyana. O lugar feliz da Darwin é em todo o lado. O meu é quase.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

ovos de galinha da Índia, no chão,  junto a uma árvore, Runa

cisnes negros, Parque da Pena

?, Parque de Monserrate

Parque de Monserrate

pelo que pesquisei, penso que seja uma cobra-de-ferradura
cobras, lagartos e outros bichos* estava a passear no Parque de Monserrate quando oiço movimentações, não era chuva, não era gente e apesar de estar vento, também não foi o vento que ouvi passar. Fui ver, era um lindo lagarto ao sol, tirei-lhe algumas fotografias, o moço não se assustou comigo e até parecia estar a pousar, mas de repente, num sopro fugiu, que raio, foi então que vi a moçoila que o assustou, uma bela cobra, que por sua vez se assustou comigo. Sem intenção estraguei-lhe o pequeno almoço e intencionalmente não cumpri as sagradas escrituras, nem cumpriria mesmo que ela me tentasse morder o calcanhar. (agora lembrei-me de Ricky Gervais aqui).

sábado, 23 de maio de 2015




olha não te esqueçam as queijadas!* como portuguesa, viajar é também comer e falar de viagens é também falar de comida. Ora em Sintra provei finalmente os travesseiros da Piriquita, que não me impressionaram. Talvez não tenha ajudado o facto de ter sido esmagada (não estou a exagerar) contra a vitrine dos doces, por um gangue de velhinhas, acabadas de sair de um autocarro, com os seus guias e máquinas fotográficas em riste. Foi um alívio sair, mas ao mesmo tempo senti que estava a abandonar as pessoas que lá trabalham. Já da queijada que comi, na bem mais sossegada Sapa, gostei muito. Em Runa provei um pastel de feijão. Normalmente é um doce de que gosto, mas este tem um sabor parecido ao doce fino algarvio de que não sou grande apreciadora. Já em Mafra comi um fradinho e achei delicioso.