Sem Rede* há uns anos uma colega e eu tivemos que ir a Lisboa em trabalho. Fomos sem qualquer informação sobre o que íamos fazer. Estávamos nervosas. Ao fim do dia, para descontrair do trabalho, que tinha sido feito a andar numa corda bamba com 20 metros de altura e cactos no chão à nossa espera, decidimos ir ver a exposição
Sem Rede, de Joana Vasconcelos, no Museu Berardo. Tivemos a sorte de o fazer enquanto a artista estava a guiar a visita. Quando regressamos estávamos a partilhar com os nossos colegas, como tinha sido interessante e especial ver as instalações e ouvir a artista, quando um deles diz:
O trabalho dela não tem valor porque não é ela que o faz. O meu cérebro só conseguiu manter as funções fisiológicas básicas e comandar os olhos para que se revirassem.
Em 2010, numa entrevista, a artista afirmou:
Uma jovem, mulher e escultora, a fazer peças de grande escala não está dentro da bitola romântica do artista. Era este tipo de coisa que gostaria de ter conseguido verbalizar.
Tomara todos os bons artistas talentosos e trabalhadores conseguissem alcançar sucesso ao ponto de criar postos de trabalho. Aqui ficam imagens do ateliê de Joana Vasconcelos, onde se podem ver alguns dos seus colaboradores, que já são mais de 40. Espero que cada um deles perceba o valor e importância que têm no trabalho que desenvolvem.
As fotografias foram retiradas de
Lisboa Cool.